Aquisição de armas de fogo
Art. 15. A aquisição de arma de fogo de uso permitido dependerá de autorização prévia da Polícia Federal e o interessado deverá:
IV - comprovar idoneidade e inexistência de inquérito policial ou processo criminal, por meio de certidões de antecedentes criminais das Justiças Federal, Estadual ou Distrital, Militar e Eleitoral;
VII - comprovar aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo do quadro da Polícia Federal ou por esta credenciado; e
VIII - apresentar declaração de que a sua residência possui cofre ou lugar seguro, com tranca, para armazenamento das armas de fogo desmuniciadas de que seja proprietário, e de que adotará as medidas necessárias para impedir que menor de dezoito anos de idade ou pessoa civilmente incapaz se apodere de arma de fogo sob sua posse ou de sua propriedade, observado o disposto no Art. 13 da Lei nº 10.826, de 2003.
§ 1º O disposto no caput e no § 3º aplica-se aos caçadores excepcionais, atiradores desportivos e colecionadores.
§ 2º O interessado poderá adquirir até duas armas de fogo para defesa pessoal, desde que comprove a efetiva necessidade de que trata o inciso III do caput para cada aquisição, e até cinquenta munições por arma, por ano.
§ 3º A comprovação da efetiva necessidade de que trata o inciso III do caput não é presumida e deverá demonstrar os fatos e as circunstâncias concretas justificadoras do pedido, como as atividades exercidas e os critérios pessoais, especialmente os que demonstrem indícios de riscos potenciais à vida, à incolumidade ou à integridade física, própria ou de terceiros.
§ 4º Para comprovação da idoneidade de que trata o inciso IV do caput, serão apresentadas certidões negativas específicas, referentes aos locais de domicílio dos últimos cinco anos do interessado, em que constem os seguintes registros:
§ 5º O comprovante de capacitação técnica a que se refere o inciso VI do caput será expedido por instrutor de armamento credenciado na Polícia Federal e atestará:
I - conhecimento da conceituação e das normas de segurança pertinentes à arma de fogo;
II - conhecimento básico dos componentes e das partes da arma de fogo; e
III - habilidade de uso da arma de fogo demonstrada, pelo interessado, em avaliação realizada por instrutor de armamento e tiro credenciado pela Polícia Federal.
§ 6º Após a apresentação dos documentos a que se referem os incisos III a VIII do caput, na hipótese de manifestação favorável, será expedida, pela Polícia Federal, em nome do interessado, a autorização para a aquisição da arma de fogo indicada.
§ 7º O indeferimento do pedido será comunicado ao interessado em documento próprio, com fundamento, exemplificativamente:
I - na inobservância aos requisitos previstos no caput;
II - na instrução do pedido, pelo interessado, com declarações ou documentos falsos;
III - na manutenção de vínculo, pelo interessado, com grupos criminosos; ou
§ 8º A autorização para aquisição de arma de fogo é intransferível.
§ 9º Fica dispensado da comprovação dos requisitos a que se referem os incisos VI e VII do caput o interessado em adquirir arma de fogo que:
I - comprove possuir autorização válida de porte de arma de fogo de mesmo calibre da arma a ser adquirida; e
II - tenha se submetido à avaliação psicológica em período não superior a um ano, contado da data do pedido de aquisição.
§ 10. Após a aquisição, o interessado requererá à Polícia Federal a expedição do CRAF, sem o qual a arma de fogo não poderá ser entregue ao adquirente.
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Jurisprudências atuais que citam Artigo 15
TRF-4
ACÓRDÃO
DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. AQUISIÇÃO E POSSE DE ARMA DE FOGO. EFETIVA NECESSIDADE NÃO COMPROVADA. ATO DISCRICIONÁRIO. RECURSO DESPROVIDO. 1. A questão em discussão consiste em saber se o impetrante demonstrou a efetiva necessidade para a aquisição e posse de arma de fogo, nos termos da legislação vigente, e se o Poder Judiciário pode substituir o juízo discricionário da Administração Pública. 2. A alegação de preenchimento dos requisitos legais para a posse de arma de fogo, conforme o art. 15 do Decreto nº 11.615/2023, foi rejeitada, pois a comprovação da efetiva necessidade não é presumida e exige a demonstração de fatos e circunstâncias concretas que justifiquem o pedido, o que não foi verificado pela autoridade administrativa, nos termos do art. 15, § 3º, do Decreto nº 11.615/2023. 3. A possibilidade do Poder Judiciário substituir o mérito administrativo foi rejeitada, uma vez que a concessão de autorização para aquisição e posse de arma de fogo é ato discricionário da Administração Pública, cabendo ao Judiciário apenas o controle da legalidade, sem adentrar no juízo de conveniência e oportunidade do administrador. 4. Sentença mantida.
(TRF-4, AC 5026156-63.2025.4.04.7000, , Relator(a): GISELE LEMKE, Julgado em: 17/12/2025)
18/12/2025 •
Acórdão em APELAÇÃO CIVEL
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TRF-4
ACÓRDÃO
DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. AQUISIÇÃO E POSSE DE ARMA DE FOGO. INDEFERIMENTO ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE IDONEIDADE. RECURSO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME:1. Apelação interposta contra sentença que denegou a segurança pleiteada em mandado de segurança, mantendo o ato do Chefe da DELEAQ/DEREX/SR/PF/RS que indeferiu o requerimento de aquisição e posse de arma de fogo, com base na ausência de comprovação de efetiva necessidade e idoneidade do requerente. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO:2. Há duas questões em discussão: (i) a legalidade do ato administrativo que considerou a existência ...
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... atendendo, desse modo, o requisito da idoneidade (TRF4, AC 5008739-25.2024.4.04.7100, 4ª Turma, Rel. Luís Alberto D'Azevedo Aurvalle, j. 14.08.2024). IV. DISPOSITIVO E TESE:11. Recurso desprovido. Tese de julgamento: 12. A avaliação da idoneidade para aquisição de arma de fogo, por ser ato discricionário da Administração Pública, pode considerar a existência de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), mesmo com extinção da punibilidade, não se limitando à ausência de condenação transitada em julgado.
(TRF-4, AC 5005242-30.2025.4.04.7112, , Relator(a): CÂNDIDO ALFREDO SILVA LEAL JUNIOR, Julgado em: 16/12/2025)
17/12/2025 •
Acórdão em APELAÇÃO CIVEL
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TERMOS DE USO DA JURISPRUDÊNCIA