Modelo de Petição: Contestação Improbidade Administrativa - Inexistência de prejuízo, dano ao erário público - Inexistência ou Nulidade da citação

AO JUÍZO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA  DA COMARCA DE . ATENÇÃO O prazo em dobro computado para réus com procuradores distintos só se aplica a processos físicos. §2º Art. 229 Processo nº   inscrito no CPF sob nº residente e domiciliado na vem à presença de Vossa Excelência propor

CONTESTAÇÃO À AÇÃO DE IMPROBIDADE

movida pelo MINISTÉRIO PÚBLICO nos autos da Ação de Improbidade Administrativa proposta pelas razões de fato e de direito que passa a expor. 1. DOS FATOS Em apertada síntese o Ministério Público acusa o demandado por ato de improbidade administrativa pelo fato de ter      o qual se enquadraria no art.        da Lei 8.429/92. No entanto o que o Parquet faz é confundir o conceito jurídico do ato ímprobo - caracterizado pela conduta volitiva de beneficiar-se do cargo para fins alheios ao interesse público locupletando-se indevidamente – tencionando vulgarizar a legislação criando uma mens legis que inexiste. Note Excelência que o arrazoado inicial é lacunoso não identificando com precisão a conduta improba incutida de má fé atribuída ao demandado e muito menos evidencia o prejuízo causado ao erário público situação tida por essencial para incidência da Lei de Improbidade Administrativa. Desta forma passa-se ao mérito da contestação para o fim de demonstrar o manifesto descabimento da Ação.   DAS PRELIMINARES     DA PRESCRIÇÃO A Lei que rege a ação de Improbidade nº 8.429/92 previu expressamente o lapso temporal permissivo ao ingresso deste tipo de ação Da Prescrição Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas I - até cinco anos após o término do exercício de mandato de cargo em comissão ou de função de confiança II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. 1 o   desta Lei.  Ou seja considerando que o mérito da ação envolve   ato administrativo que ocorreu em     a presente ação encontra-se prescrita.  Afinal o prazo prescricional findou em       – ou seja   ANTES DA CITAÇÃO VÁLIDA   do Requerido.  Neste sentido não outro é o entendimento dos tribunais PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PRESCRIÇÃO. ... 1. Hipótese em que o Tribunal local consignou " a induvidosa ocorrência da prescrição diante da norma insculpida no art. 23 I da Lei n° 8.429/92" fl. 150 e-STJ . 2. ... 3. O STJ possui o entendimento consolidado de que o prazo prescricional para as ações de improbidade administrativa é em regra de cinco anos ressalvando-se a imprescritibilidade da pretensão de ressarcimento ao erário. ... REsp 1660385/RJ Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN SEGUNDA TURMA DJe 16/10/2017 RECURSO DE APELAÇÃO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PRESCRIÇÃO. A Ação Civil Pública foi proposta quando o ato de improbidade administrativa já estava prescrito . O ato foi praticado quando a particular ocupava o cargo de Presidente da Câmara Municipal de modo que para efeitos de contagem de prazo prescricional deve ser considerado como cessação do vínculo com a Administração Pública o referido mandato. No caso o mandato de Presidente da Câmara Municipal se encerrou em 31.12.2006 e a ação foi proposta em 28.08.13 portanto quando operada a prescrição . Sentença mantida. Recurso desprovido TJ-SP 30024189020138260263 SP 3002418-90.2013.8.26.0263 Relator Marcelo Berthe Data de Julgamento 14/08/2017 13ª Câmara Extraordinária de Direito Público Data de Publicação 15/08/2017 Assim impõe-se o reconhecimento da prescrição da pretensão narrada à exordial nos termos do art. 23 inc. I da Lei nº. 8.492/92. IMPORTANTE atentar ao previsto nos Art. 189 e ss. do CC. Independente de ser alegada na contestação a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição pela parte a quem aproveita - Art. 193 CC/2002.     DA INEXISTÊNCIA OU NULIDADE DA CITAÇÃO Nos termos do art. 238 do CPC a Citação é o ato pelo qual são convocados o réu o executado ou o interessado para integrar a relação processual indispensável para a validade do processo. Da irregular citação por edital Todavia o Contestante teve conhecimento da presente ação apenas quando  . Ou seja não foi regularmente citado nos termos da lei. Afinal a lei autoriza a citação por edital somente nos casos expressos no art. 256 o que não foi observado. APELAÇÃO CÍVEL. USUCAPIÃO. NULIDADE. CITAÇÃO POR EDITAL . NECESSIDADE DE ESGOTAMENTO DOS MEIOS DE LOCALIZAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS REGISTRAIS PARA CITAÇÃO. DESCONSTITUIÇÃO DA SENTENÇA. Acolho a arguição do Ministério Público de ausência do esgotamento das tentativas de citação dos proprietários registrais. A citação por edital por ser medida excepcional subordina-se ao exaurimento dos meios acessíveis à localização dos réus. Nulidade da citação por edital realizada antes do esgotamento das tentativas de localização da parte ré não esclarecido nem sequer se houve ou não o falecimento dos proprietários registrais do imóvel. Precedentes jurisprudenciais. DESCONSTITUÍRAM A SENTENÇA. UNÂNIME. Apelação Cível Nº 70073870446 Vigésima Câmara Cível Tribunal de Justiça do RS Relator Glênio José Wasserstein Hekman Julgado em 11/10/2017 . Assim conforme previsão do art. 239 §1º o prazo de contestação passa a fluir do comparecimento espontâneo do réu devendo serem aceitas as razões de defesa aqui dispostas. Da nulidade da citação O Código de Processo Civil dispõe claramente a exposição de  situações em que a citação não devem ocorrer Art. 244. Não se fará a citação salvo para evitar o perecimento do direito I de quem estiver participando de ato de culto religioso; II de cônjuge de companheiro ou de qualquer parente do morto consanguíneo ou afim em linha reta ou na linha colateral em segundo grau no dia do falecimento e nos 7 sete dias seguintes; III de noivos nos 3 três primeiros dias seguintes ao casamento; IV de doente enquanto grave o seu estado. Assim considerando que a citação ocorreu em  data em que o Réu estava em  deve ser reconhecida a nulidade da citação para fins de ser considerada somente em  momento em que findou o prazo previsto no Art. 239. Desta forma requer seja reiniciado o cômputo do prazo para contestação e aceitas as razões abaixo trazidas. DA INCOMPETÊNCIA TERRITORIAL A presente demanda foi proposta em foro incompetente uma vez que trata-se de ação que envolve  . Assim necessária é a remessa dos autos ao juízo competente qual seja   conforme entendimento do STJ PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DEPUTADO ESTADUAL. UTILIZAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS DE ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PARA FINS PARTICULARES. COMPETÊNCIA TERRITORIAL DA COMARCA DA CAPITAL. LOCAL DO DANO E DO VÍNCULO FUNCIONAL DOS SERVIDORES. PRECEDENTES DESTA CORTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 83/STJ. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021 § 4º DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - ... . II - E pacífico o entendimento no Superior Tribunal de Justiça segundo o qual não havendo na Lei n. 8.429/92 regramento específico quanto às regras de competência territorial por força da aplicação das normas do microssistema processual coletivo a ação de improbidade administrativa deve ser ajuizada no foro do local onde ocorrer o dano conforme o art. 2º da Lei n. 7.347/85 . III - No caso o tribunal de origem utilizou critério adequado para aferição da competência territorial fixando-a na Comarca de Curitiba/PR por ser esse o local de vínculo funcional dos agentes públicos supostamente deslocados a outro Município para a prestação de serviços de natureza particular. IV - O recurso especial interposto pelas alíneas a e/ou c do inciso III do art. 105 da Constituição da República não merece prosperar quando o acórdão recorrido encontra-se em sintonia com a jurisprudência desta Corte a teor da Súmula n. 83/STJ. V - Não apresentação de argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. VI - Em regra descabe a imposição da multa prevista no art. 1.021 § 4º do Código de Processo Civil de 2015 em razão do mero improvimento do Agravo Interno em votação unânime sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação o que não ocorreu no caso. VII - Agravo Interno improvido. STJ - AgInt nos EDcl no REsp 1339863 PR 2011/0186929-0 Relator Ministra REGINA HELENA COSTA Data de Julgamento 17/10/2017 T1 - PRIMEIRA TURMA Data de Publicação DJe 30/10/2017 Portanto deve ser imediatamente conduzido o presente processo no foro competente. Art. 340. CPC Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta a contestação poderá ser protocolada no foro de domicílio do réu fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa preferencialmente por meio eletrônico. Indicar nº da precatória se houver. Verificar as regras de competência previstas no Capítulo I do CPC Art. 42 e ss.     DA INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL O legislador tratou de prever no novo código de processo civil claramente os fatos que conduzem à inépcia da inicial   in verbis Art. 330.   A petição inicial será indeferida quando ... § 1 o   Considera-se inepta a petição inicial quando I - lhe  faltar pedido ou causa de pedir II - o  pedido for indeterminado ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico III - da narração dos fatos  não decorrer logicamente a conclusão IV - contiver  pedidos incompatíveis   entre si. Dessa forma considerando que a petição inicial deixou de  deve ser imediatamente extinta sem julgamento do mérito. Assim diante da total ausência de coerência entre a argumentação e os pedidos iniciais bem como sem qualquer amparo probatório não há motivos para o recebimento da inicial por manifesta inépcia. REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. MUNICÍPIO DE GUANHÃES. INÉPCIA DA INICIAL. EXTINÇÃO . ARTIGO 485 DO CPC/2015. MANUTENÇÃO. - Inexistindo indícios suficientes da autoria de ato ímprobo praticado pela requerida deve ser mantida a sentença de rejeição da inicial em especial quando a peça de ingresso não veio acompanhada das notas de empenho ou de qualquer outro documento que comprove as alegações do autor restando configurado o disposto no artigo 17 § 8º da Lei nº 8.429/92 c/c art. 485 I do vigente CPC. TJ-MG - Remessa Necessária-Cv 10280130006024001 MG Relator Elias Camilo Data de Julgamento 22/06/2017 Câmaras Cíveis / 3ª CÂMARA CÍVEL Data de Publicação 18/07/2017 IMPROBIDADE   ADMINISTRATIVA. NULIDADE. RECEBIMENTO. CITAÇÃO.  INEPCIA   DA  INICIAL . EMENDA. 1. A inobservância do procedimento previsto no art. 17 da Lei n.º 8.429/1992 acarreta a nulidade do processo por violação ao contraditório e ao direito de defesa. Hipótese em que após a apresentação da manifestação pelos demandados o processo prosseguiu sem que tenha sido recebida a ação e citados os réus para oferecer contestação. 2. É inepta a  inicial  da ação de  improbidade   administrativa que não descreve suficientemente os atos ímprobos de modo a dificultar a defesa. A par da falta de precisão na descrição da narrativa dos fatos não decorre logicamente o pedido. Hipótese em que deve ser oportunizada a emenda à  inicial   por não terem ainda sido citados os demandados. Art. 284 do CPC. Recurso provido. Apelação Cível Nº 70060294030 Vigésima Segunda Câmara Cível Tribunal de Justiça do RS Relator Maria Isabel de Azevedo Souza Julgado em 28/08/2014 Portanto por dificultar a defesa bem como especificar o ato impugnado deve ser indeferida de plano a inicial.     DA LITISPENDÊNCIA Insta consignar o andamento da Ação nº     nesta comarca exatamente sobre os atos aqui descritos configurando inequívoca litispendência o que é vedado pelo CPC nos termos do §1º Art. 337 e confirmado pela jurisprudência AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LITISPENDÊNCIA. INÉPCIA DA INICIAL. RECEBIMENTO. 1. ... . 2. Na forma do art. 337 do vigente Código de Processo Civil " verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente ajuizada" TJRS Agravo de Instrumento 70075599704 Relator a Francesco Conti Quarta Câmara Cível Julgado em 29/11/2017 Publicado em 11/12/2017 Portanto considerando que estamos diante da repetição da ação referida   cujas partes pedido e causa de pedir são as mesmas tem-se a necessária declaração de litispendência.     DA COISA JULGADA Cumpre destacar que estamos diante de uma ação cujo objeto é a  . Ocorre que referido pedido já foi indeferido em idêntica ação transitada em julgado sob nº  devendo refletir no imediato arquivamento deste efeito sob pena de ofensa à Coisa Julgada. Assim mesmo tratando-se de ação coletiva a decisão produzirá reflexos erga omnes por força dos efeitos da coisa julgada conforme precedentes sobre o tema CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL –IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – CONTRATO ADMINISTRATIVO – AÇÃO POPULAR – IDENTIDADE DE CAUSA DE PEDIR E PEDIDOS –COISA JULGADA MATERIAL. 1. A sentença proferida em ação coletiva que versa sobre direitos difusos e coletivos terá eficácia de coisa julgada oponível erga omnes exceto no caso de haver sido a açãojulgadaimprocedente por deficiência de prova neste caso qualquer dos legitimados poderá intentar outra ação com idêntico fundamento valendo-se de nova prova art. 18 da Lei nº 4.717/65 . É a chamada coisa julgada secundum eventum probationis. 2. Ação popular julgada improcedente por decisão transitada em julgado. Ação civil pública proposta com idênticos fundamentos. Coisa julgada reconhecida. Ausência de prova ademais de superfaturamento no contrato impugnado. Sentença mantida. Recurso desprovido. TJSP   Apelação 1005287-21.2016.8.26.0048 Relator a   Décio Notarangeli Órgão Julgador 9ª Câmara de Direito Público Foro de Atibaia -  2ª Vara Cível Data do Julgamento 07/03/2018 Data de Registro 07/03/2018 Portanto tem-se configurada Coisa Julgada não passível de nova análise judicial.     DA  ILEGITIMIDADE PASSIVA DO CONTESTANTE Pelos fatos narrados na inicial resta demonstrado que  . Ou seja não se tratava de ato de responsabilidade do requerido uma vez que figura apenas como terceiro de boa fé que confiou no ato administrativo especialmente por estar revestido de presunção de legitimidade. A doutrina menciona que da validade do ato administrativo decorre de uma quádrupla presunção de veracidade de legalidade de legitimidade e de licitude conforme assevera Hely Lopes Meirelles " Os atos administrativos qualquer que seja sua categoria ou espécie nascem com a presunção de legitimidade independentemente de norma legal que a estabeleça. Essa presunção decorre do princípio da legalidade da Administração que nos Estados de Direito informa toda a atuação governamental." in  Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo Malheiros 2001 pg. 150 Assim em legítima boa fé o Requerido foi envolvido indevidamente no ato ora impugnado devendo ser reconhecida a sua ilegitimidade passiva conforme precedentes sobre o tema AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO CIVIL PÚBLICA –IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – AUTORIZAÇÃO DE USO DE ÁREA PÚBLICA – AGENTE PÚBLICO E REPRESENTANTE LEGAL DE TERCEIRO BENEFICIADO PELO ATO – INEXISTÊNCIA DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO – ILEGITIMIDADE PASSIVA– RECURSO PROVIDO. 1. O litisconsórcio necessário é caracterizado pela indispensável presença de co-legitimados na formação da relação processual o que pode ocorrer por disposição legal ou pela natureza da relação. 2. Assim nas ações civis de improbidade administrativa não há de se falar em formação de litisconsórcio necessário entre o agente público e os eventuais terceiros beneficiados com o ato de improbidade administrativa pois não está justificada em nenhuma das hipóteses previstas na lei. 3. Não pode o terceiro de boa-fé recebedor de autorização de uso de área pública para construção de loja maçônica figurar no rol de sujeitos passíveis de incorrer nas graves penalidades da lei de improbidade administrativa sob o argumento de que as disposições da lei em tela se aplicam àquele que mesmo não sendo agente público induza ou concorra para a prática do ato ou dele se beneficie . 4. Recurso provido a fim de que seja declarada a ilegitimidade passiva do agravante para figurar no pólo passivo da ação civil pública por ato de improbidade administrativa. TJMS. Agravo de Instrumento n. 1409535-02.2016.8.12.0000   Campo Grande   1ª Câmara Cível Relator a   Des. João Maria Lós j 08/05/2018 p   14/05/2018 Ora não se tratava de ato de responsabilidade do requerido uma vez que não figurava mais no quadro da sociedade da Pessoa Jurídica Ré da presente ação e não consta qualquer conduta do Requerido que pudesse ser enquadrado como ato de improbidade evidenciando a sua ilegitimidade passiva conforme precedentes sobre o tema DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ILEGITIMIDADE PASSIVA. ACOLHIMENTO. PESSOA JURÍDICA EXTINTA. SÓCIO JÁ EXCLUÍDO NO CONTRATO SOCIAL. AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA SUBJETIVA COM OS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA IMPUTADOS. a A legitimidade para agir legitimatio ad causam é a pertinência subjetiva da demanda ou em outras palavras é a situação prevista em lei que permite a um determinado sujeito propor a demanda judicial e a um determinado sujeito formar o polo passivo dessa demanda. b Não se verifica a legitimidade passiva de sócio de empresa que em ação de improbidade decorrente Agravo de Instrumento nº 1.659.595-8 da doação irregular de bens públicos a pessoas jurídicas em nenhum momento é citado como partícipe dos atos ditos ímprobos sendo certo também que o beneficiário direto do ato ímprobo na forma do art. 3º da Lei nº 8.429/1992 é a própria pessoa jurídica . c Além disso tal sócio não possui legitimidade para representar processualmente a pessoa jurídica porquanto no momento do ajuizamento da ação já fora excluído do seu quadro social devendo a representação daquela se dar nos termos do art. 75 do CPC/2015 por seus atuais sócios e/ou administradores.2 AGRAVO DE INSTRUMENTO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. TJPR - 5ª C.Cível - AI - 1659595-8 - Piraquara - Rel. Leonel Cunha- Unânime - J. 24.10.2017 Ou seja pelas alegações da inicial conclui-se que tratam-se de atos praticados por pessoa distinta do Contestante razão pela qual a ação deve ser proposta contra        ATENÇÃO Incumbe ao réu indicar o sujeito passivo da relação jurídica discutida sempre que tiver conhecimento sob pena de arcar com as despesas processuais e de indenizar o autor pelos prejuízos decorrentes da falta de indicação. Art. 339 CPC Trata-se portanto de mais um elemento que contribui para o imediato indeferimento da petição inicial. 2. MÉRITO DA CONTESTAÇÃO A Contestaste impugna todos os fatos articulados na inicial o que se contrapõem com os termos desta contestação esperando a IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO PROPOSTA pelos seguintes motivos Todos os argumentos e provas devem ser rebatidos individualmente sob pena de reputarem-se verdadeiros os fatos não impugnados. Art. 341CPC DA AUSÊNCIA DE CONDUTA ÍMPROBA A Lei de improbidade administrativa nasceu com o intuito de proteger a moralidade e preservar a coisa pública devendo combater exclusivamente o administrador público que atue com desonestidade. Alexandre de Moraes ao disciplinar sobre o tema conceitua “ A Lei de Improbidade portanto não pune a mera ilegalidade mas a conduta ilegal ou imoral do agente público e de todo aquele que o auxilie voltada para a corrupção . O ato de improbidade administrativa exige para a sua consumação um desvio de conduta do agente público que no exercício indevido de suas funções afasta-se dos padrões éticos morais da sociedade pretendendo obter vantagens materiais indevidas ou gerar prejuízos ao patrimônio público mesmo que não obtenha sucesso em suas intenções...” in Constituição do Brasil interpretada e legislação constitucional São Paulo Atlas 2002 p.2611 Portanto os fatos narrados na denúncia estão longe de configurar um ato de improbidade pois carecem de requisitos mínimos previstos na tipificação legal. Trata-se da necessária demonstração da evidência da má fé para incidência de uma penalidade   conforme doutrina de Maria Silvia Zanella Di Pietro “ Mesmo quando o ilegal seja praticado é preciso verificar se houve culpa ou dolo se houve um mínimo de má fé que revele realmente a presença de um comportamento desonesto. ” in Direito Administrativo 12ª ed. p.675 Ao contrário com base em toda instrução probatória no decorrer do Processo Administrativo Disciplinar não há provas suficientemente claras de qualquer ato reprovável do Agente denunciado bem pelo contrário a sua inocência fica demonstrada mas se assim não entendida resta por presumida conforme lição de Romeu Bacellar Filho " Por fim a terceira e mais consensualmente aceita dedução do princípio da presunção de inocência revela-se na regra probatória ou de juízo segundo a qual incumbe à acusação comprovar a culpabilidade do processado e não a ele demonstrar a sua inocência de tal sorte que se não estiverem reunidos elementos probatórios substanciais restando dúvidas ao julgador o imputado deverá ser incondicionalmente absolvido ." in Processo Administrativo Disciplinar 2012. Pg. 370 E conclui “ ... a condenação do acusado só poderá advir de um juízo de certeza fartamente respaldado por provas produzidas em conformidade com a lei com o devido processo legal e com o respeito às demais garantias fundamentais do imputado. ... Se o julgador se deparar com mais de uma interpretação possível em relação às circunstâncias do processo deverá necessariamente adotar a mais favorável ao acusado sob pena de violação da Constituição Federal.” in Op. Cit. Pg. 378 Em conclusão sobre o tema a Advocacia Geral da União em processo disciplinar corrobora com este entendimento “ ... Inexistência de provas concretas precisas e definidas comprovando irregularidades atribuídas aos indiciados . Ausente a materialidade do fato. Meros indícios sobrestecidos pela conduta tendenciosa da Comissão Processante não servem para qualificá-los de veementes. Inexistência de vícios processuais que maculem o apuratório. Absolvição de todos os servidores é medida mais adequada consubstanciada na máxima in dubio pro reo .” Parecer 1/98 AGU No mesmo sentido é o posicionamento jurisprudencial ao exigir a configuração da má fé e intencionalidade na ilicitude AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PRELIMINARES. REJEITADAS. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ... EXIGÊNCIA DE DOLO. ILEGALIDADE QUALIFICADA. INEXISTÊNCIA DE CONSIDERAÇÕES SOBRE NEGLIGÊNCIA IMPERÍCIA OU IMPRUDÊNCIA. NECESSIDADE DE MÁ-FÉ. INEXISTÊNCIA. ... INEXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS CONDUTA ILÍCITA ESTRITA TIPIFICAÇÃO DA CONDUTA PRATICADA ELEMENTO VOLITIVO CONSUBSTANCIADO NO DOLO DE COMETER A ILICITUDE E CAUSAR PREJUÍZO AO ERÁRIO E OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. INEXISTÊNCIA DE ATO DE IMPROBIDADE. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.1. ... . Em geral o ato de improbidade administrativa requer para a sua configuração a intencio­­nalidade e a voluntariedade dolo genérico - salvo os prejudiciais ao erário que admitem modalidade culposa stricto senso art. 10 e aos quais dolosos e culposos há presunção de lesividade por simetria com o art. 4° da Lei 4.717/1965 Lei da Ação Popular - devendo se atentar às regras processuais da prova e sua valoração. Em qualquer delas no entanto é imprescindível ação ou omissão e agente público ainda que no prejuízo ao erário o beneficiário da lesão seja particular. A subsunção do fato demanda o elemento subjetivo calcada na intencionalidade dolo e na voluntariedade. Em princípio só há lugar para caracterização da improbidade administrativa havendo má-fé . 14. Ressalte-se que ilegalidade não é sinônimo de improbidade . O art. 11 de fato estabelece que a violação ao princípio da legalidade configura ato de improbidade administrativa. No entanto para o STJ não é possível fazer a aplicação cega e surda do art. 11 da Lei n° 8.429/92 sob pena de toda ilegalidade ser considerada também como improbidade o que seria absurdo STJ. 1ª Turma. REsp. 1414933/RJ Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho julgado em 26/11/2013 .15. Não há espaço para considerações sobre negligência imperícia ou imprudência quando se cuida de conduta deflagrada pela má-fé máxime no plano da Administração Pública em que a conduta ímproba atinge todos os segmentos da sociedade. Os atos descritos no art. 11 são dolosos compõem uma coletânea de condutas gravadas com a má-fé. Sem dolo não há como identificar conduta ímproba no art. 11 e seus incisos. A má-fé revela a improbidade administrativa em sentido estrito.16. O direito se projeta para muito além das convicções pessoais de qualquer intérprete já que a vontade pessoal não goza de permissão constitucional para atribuir sentidos arbitrários aos textos jurídicos e ainda quando revestidos pela suposta autoridade intelectual dos tribunais não pode se olvidar do contraditório e dos valores democráticos.17. Na hipótese dos autos ... a inexistência dos pilares que configuram ato atentatório à vedação do nepotismo consubstanciado em a conduta ilícita b estrita tipificação da conduta praticada c elemento volitivo consubstanciado no dolo de cometer a ilicitude e causar prejuízo ao erário e d ofensa aos princípios da Administração Pública 9 a manifestação da Câmara Legislativa em juízo no sentido de o ato de nomeação ter seguido a dogmática da Casa aplicado à época ... é de rigor a reforma da sentença para afastar a existência do ato de improbidade administrativa.18. Recurso conhecido e provido. TJDFT Acórdão n.1069145 20150111308517APC Relator a SILVA LEMOS 5ª TURMA CÍVEL Publicado em 23/01/2018 Aqui sobressai o princípio da proibição do excesso que visa justamente estabelecer um ' limite do limite' ou uma ' proibição de excesso' principalmente em vista da condução de um processo carente de provas robustas capazes de manter o denunciado como réu num processo administrativo disciplinar . Portanto diante de todo o aqui exposto fica evidenciada a inconteste inocência do denunciado devendo culminar no imediato arquivamento do processo disciplinar por manifesta improcedência. DA AUSÊNCIA DE DANO AO ERÁRIO PÚBLICO Imperioso reiterar que trata-se de uma simples irregularidade formal que aliás é passível de nulidade somente quando lesiva ao erário público na forma em que dispõe a Lei nº 4.717/65 que regula a Ação Popular Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior nos casos de .... b vício de forma Ou seja a nulidade do ato além de prescindir de dano ao erário público deve ser insuscetível de convalidação e ser mais vantajoso ao interesse público a nulidade do que a sua manutenção o que não é o caso. Afinal estamos diante de um ato que ou seja não subjaz qualquer lesão ao erário que justificasse tamanha severidade na pena. As atividades relacionadas no processo não conferem qualquer traço sobre algum prejuízo ao erário público! Pelo contrário traz apenas o levantamento de questões formais sem a existência de os serviços não teriam sido prestados. A única evidência concreta que temos no processo é que o serviço foi integralmente cumprido! Justificando o seu pagamento. Ou seja pela exordial fica claro que os serviços foram rigorosamente prestados e apenas supõe que existiriam irregularidades formais no processo. O princípio da legalidade constitui apenas um dos elementos estruturais do Estado de Direito o qual postula igualmente a observância dos princípios da segurança jurídica da boa-fé e da presunção de legitimidade dos atos públicos. Daí a importância de se considerar todos os elementos formadores do ato administrativo a fim de que o servidor não seja punido severamente pelo simples fato de ocupar determinado cargo e agir em busca de solucionar os mais variados anseios da coletividade. Lúcia Valle Figueiredo ao lecionar sobre a extinção dos contratos administrativos alerta " Sem dúvida um valor eventualmente a proteger seria o cumprimento da ordem jurídica. Mas por outro lado encontram-se outros valores também albergados no ordenamento merecedores de igual proteção como a boa-fé a certeza jurídica a segurança das relações estabelecidas. Em casos tais – ausência de dano bem como a necessidade de proteção de outros valores – a Administração não deve anular seu ato viciado pois o sistema repeliria tal proceder." Extinção dos Contratos Administrativos. Ed. RT – 3ª ed. pg 78 Nesse sentido Mauro Roberto Gomes de Mattos ao tratar sobre o tema elucida sobre os limites de sua aplicação   “O caput do art. 10 da Lei nº 8.429/92 afirma que constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa ou culposa que enseje perda patrimonial desvio apropriação malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no artigo inaugural da Lei nº 8.429/92. Assim para que haja a subsunção na hipótese em tela a conduta do agente público ainda que seja omissa dolosa ou culposa deverá acarretar prejuízo para o erário causando-lhe lesão .” in O Limite da Improbidade Administrativa – Comentários á Lei nº 8.429/92. 5ª ed. pg. 264 Portanto considerando a ausência de dano ao erário público não há qualquer indício de improbidade devendo ser revisto o presente processo conforme precedentes sobre o tema ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA . AUSÊNCIA DE PROCESSO LICITATÓRIO. INEXISTÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE DANO AO ERÁRIO. IRREGULARIDADES SEM O QUALIFICATIVO DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. 1. Pagamentos de passagens aéreas utilizada pelo IPEM/MG em face de convênio com o INMETRO sem respaldo contratual nos exercícios de 2005 a 2007. 2. A sentença todavia afiançou que não há provas da efetiva lesão aos cofres públicos em decorrência da imputação. 3. Mesmo na ausência de licitação houve a efetiva aquisição das passagens aéreas em relação aos quais não houve prova de superfaturamento. 4. A configuração da conduta ímproba demanda o elemento subjetivo do agente para a configuração da conduta ímproba admitindo-se a modalidade culposa somente nas hipóteses de atos que acarretem lesão ao erário. A hipótese retrata atipicidade administrativa que não assume o qualificativo de ato de improbidade . 5. Não provimento da apelação. TRF-1 - AC 00348760820134013800 0034876-08.2013.4.01.3800 Relator DESEMBARGADOR FEDERAL NEY BELLO Data de Julgamento 21/06/2017 TERCEIRA TURMA Data de Publicação 01/09/2017 e-DJF1 Ou seja ainda que eventualmente subsista alguma irregularidade formal esta não invalida o procedimento nem tampouco torna o Requerido desonesto ou desleal a ponto de submetê-lo ao rito da Lei de Improbidade Administrativa pois ausente qualquer demonstração de dano ao erário público. DA AUSÊNCIA DE PROVAS Ao analisar minuciosamente a instrução do processo verifica-se que as investigações foram concebidas unicamente em razão de ou seja sem qualquer evidência concreta. Fato é que de forma leviana instaurou-se um processo sancionador desprovido de provas cabais a demonstrar a desonestidade do agente público na condução de suas atividades consubstanciadas unicamente em indícios que maculam a finalidade do objetivo traçado. As declarações que instruíram o processo até o momento sequer indicam a ocorrência do fato apontado como típico vejamos Ausente portanto qualquer lastro probatório do envolvimento da existência de prejuízo ao erário público bem como a má fé na constituição do ato administrativo incabível qualquer processo disciplinar. Nesse mesmo sentido é o posicionamento jurisprudencial AGRAVO EM EXECUÇÃO. FALTA GRAVE. AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL. PRELIMINAR. NULIDADE DO PAD. AUSÊNCIA DE DEFESA TÉCNICA. INOCORRÊNCIA FALTA GRAVE APURADA EM JUÍZO SUFICIENTE. PRELIMINAR REJEITADA. MÉRITO. APREENSÃO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM ESTEBELECIMENTO PRISIONAL. FALTA GRAVE RECONHECIDA. DÚVIDA ACERCA DA PROPRIEDADE DO ENTORPECENTE APREENDIDO. AUSÊNCIA DE INDICIOS DE AUTORIA. PROVA FRÁGIL. AFASTAMENTO DA FALTA GRAVE. ... Descabido se falar em falta grave e consequentemente sanção de qualquer natureza quando insuficientes as provas de que o sentenciado cometeu a infração disciplinar que lhe é atribuída. - ... . TJ-MG - Agravo em Execução Penal 1.0704.13.005808-1/001 Relator a Des. a Otávio Portes julgamento em 11/04/2018 publicação da súmula em 13/04/2018 APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - LICITAÇÃO - PRINCÍPOS ADMINISTRATIVOS INOBSERVÂNCIA - PROVAS AUSÊNCIA. 1. Configura-se ato de improbidade administrativa a ação ou omissão que fere direta ou indiretamente os princípios constitucionais e legais da administração pública independentemente da existência de enriquecimento ilícito ou de lesão ao erário público sendo imperioso para tanto o dolo genérico - vontade livre e consciente do agente em praticar a conduta descrita na lei - e prescindível haver dano material ao erário art. 11 da Lei federal nº 8.429/1992 - Lei de Improbidade Administrativa - LIA . 2. A prova certa da prática do ato ímprobo é necessária para ensejar condenação em ação civil pública. 3. Havendo apenas indícios mas sem a comprovação da prática do ato de improbidade administrativa o pedido de condenação por improbidade administrativa deve ser julgado improcedente . TJ-MG - AC 10433062022374001 MG Relator Oliveira Firmo Data de Julgamento 26/09/2017 Câmaras Cíveis / 7ª CÂMARA CÍVEL Data de Publicação 29/09/2017 Portanto por carência de condições mínimas de se comprovar qualquer ato reprovável nos termos relatados na instrução o presente processo deve ser extinto. Diante de todo o exposto nos termos do art. 17 §8º da Lei nº. 8.429/92 requer o recebimento desta contestação para o fim específico de após analisadas as razões aqui dispostas seja a ação rejeitada e ao final declarada improcedente DAS PROVAS QUE PRETENDE PRODUZIR Para demonstrar o direito arguido no presente pedido o contestante pretende instruir seus argumentos com as seguintes provas a Depoimento pessoal do para esclarecimentos sobre nos termos do Art. 385 do CPC b Ouvida de testemunhas uma vez que cujo rol segue abaixo c Obtenção dos documentos abaixo indicados junto ao nos termos do Art. 396 do CPC d Reprodução cinematográfica a ser apresentada em audiência nos termos do Parágrafo Único do art. 434 do CPC e Análise pericial da . Importante esclarecer sobre a indispensabilidade da prova pericial/testemunhal pois trata-se de meio mínimo necessário a comprovar o direito pleiteado sob pena de grave cerceamento de defesa CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVA ORAL E COMPLEMENTAÇÃO DE PERÍCIA. Constitui-se cerceamento de defesa o indeferimento da produção de prova oral e prova técnica visando comprovar tese da parte autora considerando o julgamento de improcedência do pedido relacionado a produção da prova pretendida. TRT-4 - RO 00213657920165040401 Data de Julgamento 23/04/2018 5ª Turma Tratam-se de provas necessárias ao contraditório e à ampla defesa c onforme dispõe o Art. 369 do Novo CPC " As partes têm o direito de empregar todos os meios legais bem como os moralmente legítimos ainda que não especificados neste Código para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz. " Trata-se da positivação ao efetivo exercício do contraditório e da ampla defesa disposto no Art. 5º da Constituição Federal " Art. 5º ... LV - aos litigantes em processo judicial ou administrativo e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes ... " A doutrina ao disciplinar sobre este princípio destaca " ... quando se diz “inerentes” é certo que o legislador quis abarcar todas as medidas passíveis de serem desenvolvidas como estratégia de defesa . Assim é inerente o direito de apresentar as razões da defesa perante o magistrado o direito de produzir provas formular perguntas às testemunhas e quesitos aos peritos quando necessário requerer o depoimento pessoal da parte contrária ter acesso aos documentos juntados aos autos e assim por diante." DA SILVA Homero Batista Mateus. Curso de Direito do Trabalho Aplicado - vol. 8 - Ed. RT 2017. Versão ebook. Cap. 14 Para tanto o contestante pretende instruir o presente com as provas acima indicadas sob pena de nulidade do processo. IMPORTANTE Incumbe à parte instruir a petição inicial com todos os documentos destinados a provar suas alegações. Art. 434. CPC. Só serão admitidos documentos posteriormente se devidamente provada a inacessibilidade à época da distribuição. Art. 435 Parágrafo Único.  

DA JUSTIÇA GRATUITA

O Requerente atualmente trabalha como tendo sob sua responsabilidade a manutenção de sua família razão pela qual não poderia arcar com as despesas processuais. Para tal benefício o Requerente junta declaração de hipossuficiência e comprovante de renda os quais demonstram a inviabilidade de pagamento das custas judicias sem comprometer sua subsistência conforme clara redação do   Art. 99 Código de Processo Civil de 2015. Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial na contestação na petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso. § 1 o Se superveniente à primeira manifestação da parte na instância o pedido poderá ser formulado por petição simples nos autos do próprio processo e não suspenderá seu curso. § 2o O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concessão de gratuidade devendo antes de indeferir o pedido determinar à parte a comprovação do preenchimento dos referidos pressupostos. § 3º Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural. Assim por simples petição sem outras provas exigíveis por lei faz jus o Requerente ao benefício da gratuidade de justiça AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUSTIÇA GRATUITA. INDEFERIMENTO DA GRATUIDADE PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE FUNDADAS RAZÕES PARA AFASTAR A BENESSE. CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. CABIMENTO. Presunção relativa que milita em prol da autora que alega pobreza. Benefício que não pode ser recusado de plano sem fundadas razões. Ausência de indícios ou provas de que pode a parte arcar com as custas e despesas sem prejuízo do próprio sustento e o de sua família. Recurso provido. TJ-SP 22234254820178260000 SP 2223425-48.2017.8.26.0000 Relator Gilberto Leme Data de Julgamento 17/01/2018 35ª Câmara de Direito Privado Data de Publicação 17/01/2018 AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATUIDADE DA JUSTIÇA. CONCESSÃO. Presunção de veracidade da alegação de insuficiência de recursos deduzida por pessoa natural ante a inexistência de elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concessão da gratuidade da justiça . Recurso provido. TJ-SP 22259076620178260000 SP 2225907-66.2017.8.26.0000 Relator Roberto Mac Cracken 22ª Câmara de Direito Privado Data de Publicação 07/12/2017 A assistência de advogado particular não pode ser parâmetro ao indeferimento do pedido AGRAVO DE INSTRUMENTO. PEDIDO DE GRATUIDADE DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. HIPOSSUFICIÊNCIA. COMPROVAÇÃO DA INCAPACIDADE FINANCEIRA. REQUISITOS PRESENTES. 1. Incumbe ao Magistrado aferir os elementos do caso concreto para conceder o benefício da gratuidade de justiça aos cidadãos que dele efetivamente necessitem para acessar o Poder Judiciário observada a presunção relativa da declaração de hipossuficiência. 2. Segundo o § 4º do art. 99 do CPC não há impedimento para a concessão do benefício de gratuidade de Justiça o fato de as partes estarem sob a assistência de advogado particular. 3. O pagamento inicial de valor relevante relativo ao contrato de compra e venda objeto da demanda não é por si só suficiente para comprovar que a parte possua remuneração elevada ou situação financeira abastada. 4. No caso dos autos extrai-se que há dados capazes de demonstrar que o Agravante não dispõe no momento de condições de arcar com as despesas do processo sem desfalcar a sua própria subsistência. 4. Recurso conhecido e provido. TJ-DF 07139888520178070000 DF 0713988-85.2017.8.07.0000 Relator GISLENE PINHEIRO 7ª Turma Cível Data de Publicação Publicado no DJE 29/01/2018 Cabe destacar que o a lei não exige atestada miserabilidade do requerente sendo suficiente a " insuficiência de recursos para pagar as custas despesas processuais e honorários advocatícios" Art. 98 CPC/15 conforme destaca a doutrina " Não se exige miserabilidade nem estado de necessidade nem tampouco se fala em renda familiar ou faturamento máximos. É possível que uma pessoa natural mesmo com bom renda mensal seja merecedora do benefício e que também o seja aquela sujeito que é proprietário de bens imóveis mas não dispõe de liquidez. A gratuidade judiciária é um dos mecanismos de viabilização do acesso à justiça não se pode exigir que para ter acesso à justiça o sujeito tenha que comprometer significativamente sua renda ou tenha que se desfazer de seus bens liquidando-os para angariar recursos e custear o processo. " DIDIER JR. Fredie. OLIVEIRA Rafael Alexandria de. Benefício da Justiça Gratuita. 6ª ed. Editora JusPodivm 2016. p. 60 Por tais razões com fulcro no artigo 5º LXXIV da Constituição Federal e pelo artigo 98 do CPC requer seja deferida a gratuidade de justiça ao requerente. 7. DOS PEDIDOS 7.1 Diante de todo o exposto em sede de CONTESTAÇÃO requer O reconhecimento da nulidade da citação e recebimento da presente contestação por tempestiva O deferimento do pedido de Gratuidade de Justiça O acolhimento das preliminares arguidas com a imediata extinção do processo sem resolução de mérito nos termos dos arts. 354 e 485 do CPC O acolhimento das presentes razões e consequente declaração de IMPROCEDÊNCIA DA DEMANDA Seja requisitada à Repartição Pública a emissão de certidão necessária à comprovação do direito aqui pleiteado nos termos do art. 438 do CPC A produção de todas as provas admitidas em direito em especial a    Seja o final o Autor condenado ao pagamento de custas processuais e honorários de sucumbência. Nestes termos pede deferimento .  
ATENÇÃO: Certifique-se sempre da vigência dos artigos legais referidos - a alteração de um dispositivo legal pode alterar embasamentos, suportes fáticos e prazos, podendo comprometer sua atuação.

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