Modelo de Petição: Agravo de Instrumento em face de decisão que nega pedido liminar - Ação declaratória de inexistência de débito bancário - clonagem de cartão de crédito - Repetição Indébito

EXCELENTÍSSIMO A SENHOR A DESEMBARGADOR A DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO   .   O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente – Art.1016 do CPC no PRAZO de 15 dias úteis – Arts. 219 e 1.003 §5º. Os prazos serão contados excluindo o dia do começo e incluindo o dia do vencimento – Art. 224CPC Processo nº por seus procuradores vem a Vossa Excelência interpor AGRAVO DE INSTRUMENTO em face de decisão de fls. que   indeferiu o pedido liminar pleiteado em ação ajuizada em face da . 1. BREVE SÍNTESE E DA DECISÃO AGRAVADA O Agravante ingressou com        pleiteando a concessão de requerendo como tutela de     a  . Todavia em sede de cognição sumária no entanto entendeu o MM. Juiz de Direito que   . O que não deve prosperar pois o pedido atende a todos os requisitos indispensáveis à concessão da tutela pleiteada uma vez que ficou demonstrado o       e a VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES como passa a demonstrar. 2. DOS REQUISITOS À CONCESSÃO DO PEDIDO LIMINAR Desenvolva as razões recursais com destaque aos motivos que conduziram o objeto da decisão agravada. Pontue a contraposição individualmente e não somente reproduza a argumentação já desenvolvida na inicial ou na contestação. 

DA TUTELA DE URGÊNCIA

Diferentemente do que disposto na decisão agravada os requisitos para a concessão do pedido liminar foram perfeitamente demonstrados vejamos A  PROBABILIDADE DO DIREITO   Como ficou perfeitamente demonstrado o direto do Agravante é caracterizado pelo  . DO  RISCO AO RESULTADO ÚTIL DO PROCESSO   Trata-se de  ou seja tal circunstância confere grave risco de perecimento do resultado útil do processo. Diante de tais circunstâncias é inegável a existência de fundado receio de dano irreparável sendo imprescindível a  nos termos do Art. 300 do CPC. DA TUTELA DE EVIDÊNCIA Nos termos do Art. 311   “ a tutela da evidência será concedida independentemente da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo”   quando preenchido alguns requisitos   previstos em seus incisos   quais sejam DO ABUSO DE DIREITO – inciso I   Conforme demonstrado o Agravado cometeu abuso de direito ao  . MANIFESTO PROPÓSITO PROTELATÓRIO DA PARTE –  inciso I Conforme conduta do Réu ficou caracterizado o intuito protelatório ao    PROVA DOCUMENTAL PRÉ-CONSTITUÍDA -   incisos  II e  IV   Para fins de comprovação de seu direito junta-se à presente ação os seguintes documentos como prova suficiente do direito     TESE FIRMADA EM JULGAMENTOS REPETITIVOS E SÚMULA VINCULANTE – inciso II   Trata-se de matéria já visitada em sede de recursos repetitivos conforme julgados nºs    MANIFESTAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO DO  Agravado -   inciso IV   Pela documentação já apresentada pelo Agravado tem-se de forma inequívoca presente sua manifestação sobre a matéria em tela. Posto isso requer ordem liminar  inaudita altera parte   nos termos do art. 9º Paragrafo Único inciso II   do CPC ordem  para    . DO MÉRITO DA AÇÃO Conforme narrado não houve qualquer precaução nas atividades da empresa Ré que pelo risco da atividade deveria tomar os cuidados necessários para evitar este tipo de ocorrência. O risco inerente à atividade exige da empresa maior agilidade e cautela no gerenciamento destes dados gerando o dever de RESSARCIR TODOS OS PREJUÍZOS ao agir   de forma imprudente e negligente. Vale frisar por relevante que o fato da Requerente sofrer o constrangimento de ter seu cartão clonado por fraude de terceiros por si só   já configura o DANO MORAL conforme consolidado na Súmula nº 479 do Superior Tribunal de Justiça " As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias." Nesse sentido é o entendimento majoritário sobre o tema DIREITOS DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO. INSTITUIÇÃO BANCÁRIA. DANOS CAUSADOS POR FRAUDE DE TERCEIRO. COMPRA DE VEÍCULO COM CARTÃO CLONADO. NEGATIVA DE AUTORIA PELO BENEFICIÁRIO DO CARTÃO.  RESPONSABILIDADE OBJETIVA. FORTUITO INTERNO. RISCO DO EMPREENDIMENTO. DANOS MATERIAIS. DEVER DE RESSARCIR AS QUANTIAS DEBITADAS INDEVIDAMENTE . SENTENÇA MANTIDA. 1 - ... 2 -   Incumbe ao banco demonstrar por meios idôneos a inexistência ou impossibilidade de fraude tendo em vista a notoriedade de possibilidade de compras fraudulentas mediante a utilização de clonagem dos dados de cartões de crédito de clientes. 3 - A instituição bancária responde objetivamente pelos danos causados aos consumidores  na prestação de serviços artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor sendo irrelevante a discussão sobre a existência ou não de conduta culposa ou dolosa ou ainda ato de terceiro que teria perpetrado o ato fraudulento. 4- " As instituições bancárias respondem objetivamente pelos danos causados por fraudes ou delitos praticados por terceiros - como por exemplo abertura de conta-corrente ou recebimento de empréstimos mediante fraude ou utilização de documentos falsos - porquanto tal responsabilidade decorre do risco do empreendimento caracterizando-se como fortuito interno" REsp n. 1.199.782/PR Relator Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO SEGUNDA SEÇÃO julgado em 24/8/2011 DJe 12/9/2011 - julgado sob a sistemática do art. 543-C do CPC/1973 . 5 - Exsurgindo dos autos a prova do fato e o nexo causal entre o defeito no serviço e os danos ocasionados afigura-se correto condenar a instituição financeira ao ressarcimento da quantia debitada na conta-corrente da cliente/apelada. 6 - A instituição financeira somente eximir-se-ia do dever de reparar os danos ocasionados se tivesse fornecido arcabouço probatório hábil a atestar a inexistência do defeito na prestação do serviço ou a culpa exclusiva da apelada o que não ocorreu. 7 - Recurso conhecido preliminar rejeitada e no mérito desprovido. TJ-DF 20130111681803 0042829-70.2013.8.07.0001 Relator MARIA IVATÔNIA Data de Julgamento 07/12/2016 5ª TURMA CÍVEL Data de Publicação Publicado no DJE 03/02/2017 . Pág. 644/648 AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COMPRA DE MERCADORIA. DESCONTO EM FOLHA DE PAGAMENTO. FRAUDE PRATICADA POR TERCEIROS.  RESPONSABILIDADE. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA.  1. " As instituições bancárias respondem objetivamente pelos danos causados por fraudes ou delitos praticados por terceiros" REsp 1.199.782/PR Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO 2ª SEÇÃO DJe 12/09/2011 submetido ao rito dos repetitivos . 2. Agravo regimental a que se nega provimento. AgRg no AREsp 585.727/PR Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI QUARTA TURMA julgado em 18/12/2014 DJe 06/02/2015 AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL.  RESPONSABILIDADE CIVIL. OBJETIVA. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA.   FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. GRAVAME INDEVIDO. DANO MATERIAL. NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A CONDUTA DA PARTE RÉ E OS DANOS SOFRIDOS PELA AUTORA. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. SÚMULA 7/STJ. FUNDAMENTOS DO NOVO RECURSO INSUFICIENTES PARA REFORMAR A DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. AgRg no AREsp 574.109/SP Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO TERCEIRA TURMA julgado em 20/08/2015 DJe 27/08/2015 Trata-se de inequívoca RESPONSABILIDADE OBJETIVA das instituições financeiras mormente o risco da atividade respondendo pelos danos causados aos seus clientes   mesmo quando relacionados a fraudes ou delitos atribuídos a terceiros. Ao lecionar a matéria o ilustre  Desembargador Sérgio Cavalieri Filho  destaca “Todo aquele que se disponha a exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos eventuais vícios ou defeitos dos bens e serviços fornecidos independentemente de culpa. Esse dever é imanente ao dever de obediência às normas técnicas e de segurança bem como aos critérios de lealdade que perante os bens e serviços ofertados quer perante os destinatários dessas ofertas.  A responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se alguém a realizar atividade de produzir estocar distribuir e comercializar produtos ou executar determinados serviços.   O fornecedor passa a ser o garante dos produtos e serviços que oferece no mercado respondendo pela qualidade e segurança dos mesmos.” Programa de Responsabilidade Civil 8ª ed. Ed. Atlas S/A pág.172 . Grifei . Para a configuração do dever de indenizar tem-se a presença dos pressupostos da responsabilidade civil quais sejam a ato antijurídico b dano c nexo causal dano decorrente do ato d nexo de imputação culpa ou dolo e por fim e norma jurídica prescrevendo o dever de indenizar o dano   causado. Nessa toada a responsabilidade do banco réu é objetiva ou seja independentemente da existência de culpa motivo pelo qual deverá responder pelos danos causados. DA APLICAÇÃO DO CDC E INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA Ao estarmos diante de uma relação de consumo necessária a necessária a inversão do ônus da prova   tendo em conta que a Lei 8.078 de 11.9.1990 em seu art. 3º § 2º dispõe Art.  3º. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica pública ou privada nacional ou estrangeira bem como os entes despersonalizados que desenvolvem atividades de produção montagem construção criação transformação importação exportação distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.  § 1º. Produto é qualquer bem móvel ou imóvel material ou imaterial.  § 2º. Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo mediante remuneração inclusive as de natureza bancária financeira de crédito e securitária salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. Ademais a sujeição das instituições financeiras às disposições do  Código de Defesa do Consumidor foi declarada constitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ação direta de inconstitucionalidade 2.591/DF DJU de 13.4.2007 p. 83. Trata-se de redação clara da  Súmula 297 do Superior Tribunal de Justiça que assim dispõe O  Código de Defesa do consumidor  é aplicável às instituições financeiras . Trata-se da materialização exata do Princípio da Isonomia segundo o qual todos devem ser tratados de forma igual perante a lei observados os limites de sua desigualdade sendo devido a inversão do ônus da prova. Por esta razão que o art.  14   § 3º   I  e  II do  CDC estabelece a inversão do ônus da prova atribuindo ao fornecedor o ônus de demonstrar satisfatoriamente a inexistência do defeito ou a culpa exclusiva do consumidor. Assim o fornecedor só se exime do dever de reparação se provar que o   dano foi causado por culpa exclusiva do consumidor. Por tudo isso o fornecedor de serviços bancários e financeiros deve assegurar que o consumidor que os utiliza que não possa ser vítima de   dano. A atividade bancária e financeira é de risco e cabe ao banco que é o único que com ela lucra adotar todas as medidas necessárias para prevenir quaisquer danos ao consumidor. Assim diante da inequívoca e presumida hipossuficiência uma vez que disputa a lide com uma empresa de grande porte indisponível concessão do direito à inversão do ônus da prova que desde já requer.

DO DESCONTO INDEVIDO  - DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO

O réu ao deixar de tomar a precaução devida responde pelos débitos realizados na fatura do Autor. Desta forma o réu deverá ressarcir ao autor os valores descontados em dobro e eventuais descontos futuros nos termos do  parágrafo único  do artigo  42  da Lei  8078/90   verbis Art. 42. ...   Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição de indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso acrescido de correção monetária e juros legais salvo hipótese de engano justificável. A empresa ré agiu de forma negligente e imprudente pois manteve negócio jurídico sem a devida cautela e cuidado inerente à atividade.  RECURSO INOMINADO. INDENIZATÓRIA. FRAUDE COM  CARTÃO   DE CRÉDITO.  CARTÃO CLONADO . COMPRAS NÃO IDENTIFICADAS PELO CONSUMIDOR. QUEBRA DE SEGURANÇA NA RELAÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DE PRESUNÇÃO DE INVIOLABILIDADE. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CONSUMIDOR QUE NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO POR COMPRAS EFETUADOS POR TERCEIROS. UTILIZAÇÃO DE  CARTÃO   COM CHIP E SENHA. AUSÊNCIA DE PROVAS DE CULPA EXCLUSIVA DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA. TEORIA DO RISCO PROVEITO. DANO MORAL E MATERIAL CONFIGURADO. DEVOLUÇÃO EM DOBRO . INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 42 DO CDC. MATÉRIA JÁ DECIDIDA PELO COLEGIADO. SENTENÇA REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. resolve esta Turma Recursal por unanimidade de votos CONHECER E DAR PROVIMENTO ao recurso nos exatos termos do vot TJPR - 2ª Turma Recursal - 0000723-97.2015.8.16.0187/0 - Curitiba - Rel. Manuela Tallão Benke - - J. 15.08.2016 Portanto inequívoca a responsabilidade e dever do réu no pagamento em dobro dos valores indevidamente descontados conforme memória de cálculo que junta em anexo.

DO DANO MORAL

Conforme demonstrado pelos fatos narrados e prova que junta no presente processo a empresa ré ao descontar indevidamente parcelas não reconhecidas pelo Autor e permitir fraude de terceiros deixou de cumprir com sua obrigação primária de zelo e cuidado com as informações que gere expondo o Autor a um constrangimento ilegítimo gerando o dever de indenizar. Segundo a jurisprudência Dano moral é " Lição de Aguiar Dias o dano moral é o efeito não patrimonial da lesão de direito e não a própria lesão abstratamente considerada. Lição de Savatier dano moral é todo sofrimento humano que não é causado por uma perda pecuniária. Lição de Pontes de Miranda nos danos morais a esfera ética da pessoa é que é ofendida o dano não patrimonial é o que só atingindo o devedor como ser humano não lhe atinge o patrimônio." TJRJ. 1a c. - Ap . - Rel. Carlos Alberto Menezes - Direito j. 19/11/91-RDP 185/198 . A Súmula 37 do Superior Tribunal de Justiça elucida o tema " O dano moral alcança prevalentemente valores ideais não goza apenas a dor física que geralmente o acompanha nem se descaracteriza quando simultaneamente ocorrem danos patrimoniais que podem até consistir numa decorrência de sorte que as duas modalidades se acumulam e tem incidências autônomas."   Trata-se de dano que independe de provas conforme entendimento jurisprudencial RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CARTÃO CLONADO. FRAUDE. COMPRAS REALIZADAS POR TERCEIROS. CARTÃO COM CHIP. AUSÊNCIA DE PRESUNÇÃO DE INVIOLABILIDADE. NÃO COMPROVAÇÃO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE QUE AS TRANSAÇÕES FORAM REALIZADAS PELA PARTE AUTORA. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM FIXADO QUE ESTÁ AQUÉM AO ESTABELECIDO POR ESTA TURMA RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO ANTE A AUSÊNCIA DE RECURSO PELA PARTE AUTORA. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. APLICAÇÃO DO ART. 46 DA LEI 9.099/95. RECURSO NÃO PROVIDO. Ante o exposto esta 2ª Turma Recursal - DM92 resolve por unanimidade dos votos em relação ao recurso de ITAU UNIBANCO. TJ-PR - RI 000007847201681601840 PR 0000078-47.2016.8.16.0184/0 Acórdão Relator James Hamilton de Oliveira Macedo Data de Julgamento 13/02/2017 2ª Turma Recursal - DM92 Data de Publicação 15/02/2017 Ademais é inequívoco o DANO MORAL por INSCRIÇÃO INDEVIDA EM ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO tratando-se de dano que independe de provas conforme entendimento jurisprudencial DANO MORAL. INSCRIÇÃO DO AUTOR POR DÍVIDA DE OUTREM. CPF EQUIVOCADO. DANO IN RE IPSA QUE INDEPENDE DE PROVA. VALOR DOS DANOS MORAIS ADEQUADO. RECURSOS IMPROVIDOS. Recurso Cível Nº 71000526830 Segunda Turma Recursal Cível Turmas Recursais Relator Maria José Schmitt Sant Anna Julgado em 11/08/2004 APELAÇÃO CÍVEL. CONSUMIDOR. TELEFONIA. INDENIZAÇÃO. INSCRIÇÃO DO NOME DO CONSUMIDOR EM CADASTRO RESTRITIVO DE CRÉDITO. DANO MORAL CONFIGURADO. VALORAÇÃO. 1. Não tendo a demandada comprovado a existência dos débitos que deram causa ao registro do nome da autora em cadastros de inadimplentes bem como por outro lado havendo declaração emitida pela requerida no sentido da inexistência de pendências financeiras entre as partes há que se proclamar indevida a inscrição do que decorre o dever de reparação dos danos morais postulados . 2. A indenização por danos morais deve ser fixada considerando a intensidade do dano bem como as condições da vítima e do responsável de modo a atingir a função reparatória e penalizante. De igual modo não pode ser fonte de enriquecimento ilícito. Assim se a condenação imposta mostrar-se adequada e suficiente apta a atingir os fins a que se destina deve ser mantida. 3. Apelações improvidas. TJ-DF - APC 20130111920384 DF 0049503-64.2013.8.07.0001 Relator ARNOLDO CAMANHO DE ASSIS Data de Julgamento 20/08/2014 4ª Turma Cível Data de Publicação Publicado no DJE 10/09/2014 . Pág. 148 E nesse sentido   a indenização por dano moral deve representar para a vítima uma satisfação capaz de amenizar de alguma forma o abalo sofrido e de infligir ao causador sanção e alerta para que não volte a repetir o ato uma vez que fica evidenciado completo descaso aos transtornos causados.

DO NECESSÁRIO CANCELAMENTO DO PROTESTO

A lei  9.492/97 que dispõe sobre protesto de títulos traz a seguinte redação em seu art.  26   § 1º senão vejamos Art. 26. O cancelamento do registro do protesto será solicitado diretamente no Tabelionato de Protesto de Títulos por qualquer interessado mediante apresentação do documento protestado cuja cópia ficará arquivada. § 1º Na impossibilidade de apresentação do original do título ou documento de dívida protestado será exigida a declaração de anuência com identificação e firma reconhecida daquele que figurou no registro de protesto como credor originário ou por endosso translativo. Ou seja diante da solicitação do Autor à Instituição Financeira para proceder o cancelamento de protesto pela total inexistência de débito deveria ter procedido desta forma imediatamente. Afinal o Autor não teve acesso em momento algum da carta de anuência da empresa Ré. Logo   não pode ser o responsável em requerer a baixa conforme precedentes sobre o tema AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. CANCELAMENTO DO   PROTESTO  JUNTO AO CARTÓRIO.  MANUTENÇÃO  INDEVIDA. ABALO DE CRÉDITO. REDUÇÃO DO QUANTUM. RAZOABILIDADE. REEXAME. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.  1. Não há falar em responsabilidade do devedor pela baixa do protesto porquanto houve a notificação ao banco de dados recorrente acerca do pagamento do título protestado e este manteve-se inerte.   A revisão do julgamento nesse ponto importaria necessariamente no reexame de provas o que é defeso nesta fase recursal. Incidência da Súmula 7/STJ. 2. A revisão da indenização por dano moral apenas é possível quando o quantum arbitrado nas instâncias originárias se reveler irrisório ou exorbitante. Não estando configurada uma dessas hipóteses não cabe examinar a justiça do valor fixado na indenização uma vez que tal análise demanda incursão à seara fático-probatória dos autos. Incidência da Súmula 7/STJ 3. Agravo regimental a que se nega provimento. STJ. AgRg no AResp 475934/SP. Rel Luis Felipe Salomão. Org. Julg Quarta Turma. Dje 25/03/2014 Desta forma diante da inconteste responsabilidade da ré para providenciar a baixa do nome do autor do cartório requer a determinação de imediata baixa.   REQUISITOS FORMAIS DO AGRAVO DE INSTRUMENTO – Art. 1.016 CPC ADVOGADOS DO PROCESSO         INSTRUMENTO   Sendo eletrônicos os autos do processo dispensam-se as peças referidas nos incisos I e II do  Art. 1016 facultando-se ao agravante anexar outros documentos que entender úteis para a compreensão da controvérsia – Art. 1.016 §5º DECLARAÇÃO CUSTAS JUDICIAIS     !!O agravante deverá se não for processo eletrônico requerer a juntada aos autos do processo de cópia da petição do agravo de instrumento do comprovante de sua interposição e da relação dos documentos que instruíram o recurso no processo originário no prazo de 3 dias sob pena de inadmissibilidade do Agravo – Art. 10.18 §3º!! 5. REQUERIMENTOS Por estas razões REQUER a o recebimento do presente agravo nos seus efeitos ativo e suspensivo nos termos do parágrafo único do Art. 995 do CPC para fins de b a intimação do agravado para se manifestar querendo c a revisão da decisão agravada para fins de   Nestes termos pede deferimento   OAB/ ATENÇÃO Certifique-se sempre da vigência dos artigos legais referidos. O Direito é muito dinâmico e a alteração de um dispositivo legal pode alterar embasamentos suportes fáticos e prazos podendo comprometer sua atuação.
ATENÇÃO: Certifique-se sempre da vigência dos artigos legais referidos - a alteração de um dispositivo legal pode alterar embasamentos, suportes fáticos e prazos, podendo comprometer sua atuação.

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