Modelo de Petição: Ação de aposentadoria - Antecipação dos efeitos da tutela

AO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE   inscrito no CPF residente e domiciliado na nº na cidade de vem à presença de Vossa Excelência por seu procurador com fulcro com fundamento na Constituição Federal art. 201 e Lei 8213/91 propor

AÇÃO DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA

Em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS Autarquia Federal localizada em pelos fundamentos fáticos e jurídicos que passa a expor

DA TRAMITAÇÃO PRIORITÁRIA - IDOSO

Inicialmente cumpre esclarecer que o Autor é pessoa idosa contando com mais de 60 sessenta anos conforme prova que faz em anexo razão pela qual tem direito à prioridade da tramitação da presente demanda nos termos da Lei nº 10.741/2013 Estatuto do Idoso e do art. 1.048 inciso I do CPC.

DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO

O Autor após alcançar os requisitos legais requereu administrativamente o benefício previdenciário da aposentadoria pedido este que foi negado. Pedido Administrativo nº Resposta do INSS . Data de requerimento administrativo Idade na data do requerimento administrativo conforme documentos que junta em anexo Meses de contribuição na data do requerimento administrativo conforme Razão pela qual restam demonstrados o interesse de agir e a legitimidade do Autor em ajuizar a presente ação.

DA APOSENTADORIA POR IDADE

Nos termos do Art. 48 da Lei 8.213/91 a " aposentadoria por idade será devida ao segurado que cumprida a carência exigida nesta Lei completar 65 sessenta e cinco anos de idade se homem e 60 sessenta se mulher. " O Autor quando do requerimento administrativo à Autarquia Previdenciária reunia todos os requisitos para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço mesmo assim lhe foi negada ao arrepio do art. 52 da Lei 8.213/91. Assim considerando que o direito foi implementado em completando o tempo de serviço necessário à implementação da aposentadoria conforme provas que faz em anexo não há razão para a não concessão do benefício. A pretensão do Autor está fundamentada no art. 201 II da Constituição Federal nos arts. 48 e 143 da Lei 8.213/91 LBPS e arts. 2º e 3º da Lei 11.718/08 encontrando-se presentes os requisitos exigidos para a concessão da aposentadoria rural por idade a saber atividade na condição de empregado rural pelo período idêntico à carência do benefício e a idade de 60 anos para os homens. Portanto não subsistem motivos para a manutenção da decisão proferida pelo INSS devendo ser concedido o benefício da aposentadoria rural por idade vejamos DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. REQUISITOS LEGAIS PREENCHIDOS. HONORÁRIOS. - É assegurado o benefício da aposentadoria por idade aos trabalhadores rurais na forma da Lei n. 8.213/91 ao segurado que completar 60 sessenta anos de idade se homem ou 55 cinquenta e cinco anos se mulher mediante a comprovação do exercício da atividade rural ainda que de forma descontínua no período equivalente à carência exigida nos termos do art. 26 III e art. 142 do referido texto legal - Conjunto probatório que evidencia o cumprimento do período de carência e a permanência nas atividades rurais até momento imediatamente anterior ao implemento do requisito etário - Os honorários advocatícios deverão ser fixados na liquidação do julgado nos termos do inciso II do § 4º c.c. § 11 do artigo 85 do CPC/2015. TRF-3 - Ap 00405084620174039999 SP Relator DESEMBARGADOR FEDERAL GILBERTO JORDAN Data de Julgamento 21/02/2018 NONA TURMA Data de Publicação e-DJF3 Judicial 1 DATA 07/03/2018 Portanto mediante as p rovas do período de atividade rurícola quais sejam   Para fins de comprovação do tempo de labor rural o início de prova material deve ser contemporâneo à época dos fatos a provar. Súmula 34 TNU. Assim diante da inequívoca demonstração do trabalho rurícola resta comprovado o direito do Autor.

DA CONTAGEM HÍBRIDA DOS PERÍODOS DE CONTRIBUIÇÃO - RURAL

Importante observar que o INSS no momento da negativa do benefício deixou de considerar o cômputo dos períodos de contribuição da atividade comum exercida por anos e a soma do período de atividade Rural de anos totalizando anos. IMPORTANTE! O resultado da ação depende predominantemente das PROVAS. Anexar planilha com os períodos de cada atividade identificando as provas individualmente. Nos termos do Art. 48 §3º da Lei 8.213/91 o períodos de contribuição sob outras categorias do segurado rural serão considerados para fins de concessão do benefício. Nesse sentido é pacífico o entendimento do STJ AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. APOSENTADORIA POR IDADE. TRABALHADOR RURAL . CARÊNCIA. MODALIDADE HÍBRIDA . POSSIBILIDADE. 1. Os trabalhadores rurais que não satisfazem a condição para a aposentadoria prevista no art. 48 §§ 1º e 2º da Lei de Benefícios podem computar períodos urbanos pelo art. 48 § 3º que autoriza a carência híbrida . 2. Por essa nova modalidade os trabalhadores rurais podem somar para fins de apuração da carência períodos de contribuição sob outras categorias de segurado hipótese em que não haverá a redução de idade em cinco anos à luz do art. 48 § 3º da Lei n. 8.213/91 . 3. A jurisprudência da Segunda Turma desta Corte tem decidido que o segurado especial que comprove a condição de rurícola mas não consiga cumprir o tempo rural de carência exigido na tabela de transição prevista no artigo 142 da Lei 8.213/1991 e que tenha contribuído sob outras categorias de segurado poderá ter reconhecido o direito ao benefício aposentadoria por idade híbrida desde que a soma do tempo rural com o de outra categoria implemente a carência necessária contida na Tabela não ocorrendo por certo a diminuição da idade" REsp 1.497.837/RS Rel. Min. Mauro Campbell Marques Segunda Turma DJe de 26/11/2014 . 4. O Tribunal de origem decidiu que a segurada comprovou os requisitos da idade bem como tempo de labor rural e urbano apto à concessão do benefício de aposentadoria por idade no valor mínimo nos termos dos arts. 48 § 3º e 143 da Lei de Benefícios. Agravo regimental desprovido. STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL AgRg no AREsp 645474 SP 2015/0011869-4 13/03/2015 Nesse sentido segue a jurisprudência PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE HÍBRIDA. REQUISITOS LEGAIS PREENCHIDOS. - O trabalhador tem direito a se aposentar com as idades citadas no § 3º do art. 48 da Lei 8.213/1991 qual seja 60 sessenta anos se mulher e 65 sessenta e cinco anos se homem desde que cumprida a carência prevista no art. 142 do referido texto legal com a utilização de labor urbano ou rural independentemente da predominância do labor exercido no período de carência ou no momento do requerimento administrativo ou ainda no implemento do requisito etário - Tempo de labor campesino e urbano que superam a carência necessária para concessão do benefício sendo devida a concessão do benefício de aposentadoria por idade híbrida - Tempo de labor rurícola que pode ser computado para fins de carência independentemente de contribuições para concessão do benefício - Os honorários advocatícios deverão ser fixados na liquidação do julgado nos termos do inciso II do § 4º c.c. § 11 do artigo 85 do CPC/2015 - Apelação do réu improvida. TRF-3 - Ap 00430097020174039999 SP Relator DESEMBARGADOR FEDERAL GILBERTO JORDAN Data de Julgamento 07/03/2018 NONA TURMA Data de Publicação e-DJF3 Judicial 1 DATA 21/03/2018 PREVIDENCIÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. APOSENTADORIA POR IDADE HÍBRIDA. TRABALHO RURAL E TRABALHO URBANO. CONCESSÃO DE BENEFÍCIO A SEGURADO QUE NÃO ESTÁ DESEMPENHANDO ATIVIDADE RURAL NO MOMENTO DA IMPLEMENTAÇÃO DOS REQUISITOS. POSSIBILIDADE. EFEITOS FINANCEIROS. 1. É reconhecido o direito à aposentadoria por idade mista ou híbrida conforme o art. 48 § 3º da Lei 8.213/91 na redação da Lei 11.718/08 se implementadas a idade mínima e carência considerado o tempo de serviço rural e o urbano. 2. O tempo de serviço rural anterior ao advento da Lei nº 8.213/91 pode ser computado para fins da carência necessária à obtenção da aposentadoria por idade híbrida ainda que não tenha sido efetivado o recolhimento das contribuições. 3. Para a concessão da aposentadoria por idade prevista no art. 48 § 3.º da Lei n. 8.213/1991 é possível o preenchimento não concomitante dos requisitos legais ou seja não se deve exigir que o tempo de serviço rural a ser computado para efeito de carência tenha sido exercido no período imediatamente anterior ao implemento da idade mínima ou ao requerimento administrativo. 4. Preenchidos os requisitos legais a parte impetrante faz jus à aposentadoria por idade híbrida. 5. Embora o benefício in casu fosse devido desde a data do requerimento administrativo os efeitos financeiros da condenação abarcam apenas as parcelas a contar da data da impetração pois o mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança devendo as parcelas pretéritas ser reclamadas em ação própria Súmulas 269 e 271/STF . TRF-4 - APL 50035143820174047110 RS 5003514-38.2017.4.04.7110 Relator ARTUR CÉSAR DE SOUZA Data de Julgamento 14/03/2018 SEXTA TURMA Razão pela qual resta demonstrado o direito à cumulação do período de labor comum e labor rural para fins de cumprimento ao requisito de tempo de serviço.

APOSENTADORIA RURAL POR IDADE

Nos termos do Art. 48 da Lei 8.213/91 a " aposentadoria por idade será devida ao segurado que cumprida a carência exigida nesta Lei completar 65 sessenta e cinco anos de idade se homem e 60 sessenta se mulher. " O Autor quando do requerimento administrativo à Autarquia Previdenciária reunia todos os requisitos para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço mesmo assim lhe foi negada ao arrepio do art. 52 da Lei 8.213/91. Assim considerando que o direito foi implementado em completando o tempo de serviço necessário à implementação da aposentadoria conforme provas que faz em anexo não há razão para a não concessão do benefício. A pretensão do Autor está fundamentada no art. 201 II da Constituição Federal nos arts. 48 e 143 da Lei 8.213/91 LBPS e arts. 2º e 3º da Lei 11.718/08 encontrando-se presentes os requisitos exigidos para a concessão da aposentadoria rural por idade a saber atividade na condição de empregado rural pelo período idêntico à carência do benefício e a idade de 60 anos para os homens. Portanto não subsistem motivos para a manutenção da decisão proferida pelo INSS devendo ser concedido o benefício da aposentadoria rural por idade vejamos DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE RURAL. REQUISITOS LEGAIS PREENCHIDOS. HONORÁRIOS. - É assegurado o benefício da aposentadoria por idade aos trabalhadores rurais na forma da Lei n. 8.213/91 ao segurado que completar 60 sessenta anos de idade se homem ou 55 cinquenta e cinco anos se mulher mediante a comprovação do exercício da atividade rural ainda que de forma descontínua no período equivalente à carência exigida nos termos do art. 26 III e art. 142 do referido texto legal - Conjunto probatório que evidencia o cumprimento do período de carência e a permanência nas atividades rurais até momento imediatamente anterior ao implemento do requisito etário - Os honorários advocatícios deverão ser fixados na liquidação do julgado nos termos do inciso II do § 4º c.c. § 11 do artigo 85 do CPC/2015. TRF-3 - Ap 00405084620174039999 SP Relator DESEMBARGADOR FEDERAL GILBERTO JORDAN Data de Julgamento 21/02/2018 NONA TURMA Data de Publicação e-DJF3 Judicial 1 DATA 07/03/2018 Portanto mediante as p rovas do período de atividade rurícola quais sejam Para fins de comprovação do tempo de labor rural o início de prova material deve ser contemporâneo à época dos fatos a provar. Súmula 34 TNU. Assim diante da inequívoca demonstração do trabalho rurícola resta comprovado o direito do Autor.

DA APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

Nos termos da Lei 8.213/91 a aposentadoria por tempo de serviço será devida quando cumprida a carência exigida em Lei. Portanto   n o presente caso seguramente o Autor preenche os requisitos à concessão da aposentadoria configurando clara ilegalidade a sua negativa.

DA APOSENTADORIA ESPECIAL

Nos termos do Art. 57. da Lei 8.213/91 " a aposentadoria especial será devida uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física durante 15 quinze 20 vinte ou 25 vinte e cinco anos conforme dispuser a lei." O Autor trabalhou de forma ininterrupta como por anos e teve seu pedido indevidamente negado mesmo tendo apresentado o indicando o preenchimento dos requisitos à aposentadoria especial motiva a presente ação.

Da conversão do tempo especial em comum

Ao deixar de considerar o cômputo dos períodos de contribuição da atividade Especial de anos o INSS cometeu uma grave ilegalidade ao negar o acesso constitucional ao benefício. IMPORTANTE! O resultado da ação depende predominantemente das PROVAS. Anexar planilha com os períodos de cada atividade identificando as provas Para fins de conversão do tempo de serviço especial em tempo de serviço comum cumpre utilizar-se do fator previsto no Decreto nº 3.048/99 e seus respectivos multiplicadores ao seguinte período Tempo a converter Mulher para 30 Homem Para 35 DE 15 ANOS 2 00 2 33 DE 20 ANOS 1 50 1 75 DE 25 ANOS 1 20 1 40 Assim considerando o período comprovado no exercício em atividade especial perfeitamente cabível o presente pedido devendo ser considerados os períodos em atividade especial na proporção legal.

Atividade não prevista no rol de segurados especiais

O simples exercício de atividade com EXPOSIÇÃO A confere o direito à aposentadoria especial independente de previsão legal da categoria uma vez que a jurisprudência tem entendido que o rol das atividades e agentes nocivos referenciados nos respectivos decretos são meramente exemplificativos. Trata-se de reconhecimento devido ao direito à aposentadoria conforme entendimento da TNU pedido de uniformização abaixo colacionado. PREVIDENCIÁRIO. PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO INTERPOSTO PELO INSS. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. RECONHECIMENTO DO TEMPO ESPECIAL. MOTORISTA SUJEITO À PERICULOSIDADE. PERÍODO POSTERIOR AO DECRETO 2172/97. QUESTÃO DE ORDEM 13 DA TNU. INCIDENTE NÃO CONHECIDO. ... . 4. O incidente de uniformização foi admitido na origem. 5. Verifico que a decisão recorrida deu provimento ao pedido de reconhecimento do labor especial com fundamento no entendimento da TRU da 4ª Região segundo o qual “É devido o reconhecimento da natureza especial da atividade que expõe a risco a integridade física do trabalhador em razão de periculosidade mesmo após a edição do Decreto 2.172/97”. Assim concluiu a Turma de origem que “No caso o autor desenvolvia a atividade de motorista de caminhão de gás liquefeito o que é considerada atividade perigosa pela NR-16. Para demonstrar o exercício da atividade e a exposição ao agente periculoso o autor juntou aos autos formulário DSS-8030 e laudo de empresa similar que contempla a atividade por ele desenvolvida em semelhantes condições. Sendo assim restou demonstrado o exercício de atividade especial pelo autor no período de 01/10/1996 a 30/01/1998. ... É bem verdade que o Superior Tribunal de Justiça no julgamento do REsp 1.306.113/SC DJ 7-3-2013 de que foi relator o Sr. Ministro Herman Benjamin submetido ao regime de recursos repetitivos definiu que as atividades nocivas à saúde relacionadas nas normas regulamentadoras são meramente exemplificativas podendo o caráter especial do trabalho ser reconhecido em outras atividades desde que permanentes não ocasionais e nem intermitentes. Em conseqüência considerou o agente eletricidade como suficiente para caracterizar agente nocivo à saúde deferindo a contagem especial mesmo depois da edição do Decreto 2.172/97. ... Em face de todo o exposto e nos termos da fundamentação tenho que o pedido nacional de uniformização de jurisprudência formulado pelo INSS deve ser conhecido e improvido porquanto entendo que é possível o reconhecimento de tempo especial prestado com exposição a agente nocivo periculoso em data posterior a 05/03/1997 desde que laudo técnico ou elemento material equivalente comprove a permanente exposição à atividade nociva independentemente de previsão em legislação específica”. PEDILEF nº 5007749-73.2011.4.04.7105. Relator Juiz Federal Daniel Machado da Rocha. DJ 11/09/2015 . – grifei. 8. Sendo assim com ressalva de entendimento pessoal tem-se que a TNU uniformizou a matéria em sentido contrário à pretensão do INSS cumprindo a aplicação da Questão de Ordem 13 deste colegiado uma vez que a decisão impugnada se encontra no mesmo sentido da jurisprudência uniformizada. 9. O voto então é por não conhecer do incidente de uniformização. PEDILEF 50000672420124047108 01/04/2016 - Rel. JUÍZA FEDERAL SUSANA SBROGIO GALIA O mesmo posicionamento é adotado pelo STJ PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. CÔMPUTO DE TEMPO ESPECIAL. ATIVIDADE DE TRATORISTA. ENQUADRAMENTO POR ANALOGIA. POSSIBILIDADE. ROL DE ATIVIDADES ESPECIAIS MERAMENTE EXEMPLIFICATIVO. JURISPRUDÊNCIA ASSENTADA DO STJ. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO 1.306.113/SC. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STJ orienta-se no sentido de que o rol de atividades consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física descritas pelos Decretos 53.831/1964 83.080/1979 e 2.172/1997 é meramente exemplificativo e não taxativo sendo admissível portanto que atividades não elencadas no referido rol sejam reconhecidas como especiais desde que tal situação seja devidamente demonstrada no caso concreto . 2. In casu o Tribunal a quo especado nos elementos fáticos coligidos aos autos concluiu pela especialidade da atividade de tratorista porquanto comprovada por meio de formulários DSS-8030 a sua especialidade. 3. Recurso especial conhecido mas não provido. REsp 1369269/PR Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES SEGUNDA TURMA julgado em 17/03/2015 DJe 23/03/2015 Nesse sentido vejamos o que diz duas súmulas importantes uma do extinto TFR e outra da TNU Súmula 198 do TFR - “Atendidos os demais requisitos é devida a aposentadoria especial se a perícia judicial constata que a atividade exercida pelo segurado é perigosa insalubre ou penosa mesmo não inscrita em Regulamento. ” Súmula 70 da TNU –“ A atividade de tratorista pode ser equiparada à de motorista de caminhão para fins de reconhecimento de atividade especial mediante enquadramento por categoria profissional. ” Desta forma uma vez apresentada prova inequívoca da exposição a agentes nocivos não há que se manter a decisão do INSS devendo ser imediatamente concedida a aposentadoria especial ao Autor.

Atividade especial mesmo diante da eficácia do EPI

Conforme entendimento majoritário dos tribunais a eficácia do Equipamento de Proteção Individual - EPI não descaracteriza o tempo de serviço especial para aposentadoria no caso de o segurado estar exposto ao agente nocivo ruído. Ou seja a decisão do INSS deve ser revista pois ausente de motivação suficiente para desconsiderar o período de exposição ao agente nocivo mesmo que dispondo de EPIs eficazes conforme posicionamento pacificado no STJ PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI. VERIFICAÇÃO DA EFICÁCIA PARA AFASTAR A INSALUBRIDADE DA ATIVIDADE LABORAL. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 7/STJ. TEMPO ESPECIAL. RUÍDO. LIMITE DE 90DB NO PERÍODO DE 6.3.1997 A 18.11.2003. DECRETO 4.882/2003. LIMITE DE 85 DB. RETROAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA LEI VIGENTE À ÉPOCA DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. 1. A análise da eficácia do Equipamento de Proteção Individual - EPI para determinar a eliminação ou não da insalubridade da atividade laboral exercida pelo segurado implica necessário exame do conjunto fático-probatório dos autos o que encontra óbice no enunciado da Súmula 7/STJ. 2. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a eficácia do Equipamento de Proteção Individual - EPI não descaracteriza o tempo de serviço especial para aposentadoria no caso de o segurado estar exposto ao agente nocivo ruído. 3. O Superior Tribunal de Justiça sedimentou o entendimento de que a configuração do tempo especial é de acordo com a lei vigente no momento do labor. 4. O limite de tolerância para configuração da especialidade do tempo de serviço para o agente ruído deve ser de 90 dB no período de 6.3.1997 a 18.11.2003 conforme Anexo IV do Decreto 2.172/1997 e Anexo IV do Decreto 3.048/1999 não sendo possível aplicação retroativa do Decreto 4.882/2003 que reduziu o patamar para 85 dB sob pena de ofensa ao art. 6º da LINDB ex-LICC . 5. Recurso Especial parcialmente conhecido e nessa parte provido. REsp 1585467/SP Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN SEGUNDA TURMA julgado em 05/04/2016 DJe 25/05/2016 Nesse sentido segue a juridperudência PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL. PERÍCIA TÉCNICA INDIRETA. I - ... - O uso de EPI não descaracteriza a especialidade do labor nos termos da Súmula n.º 9 da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais. V - ... - Concessão da aposentadoria especial a partir da data da citação. IX - Apelação parcialmente provida. TRF-3 - Ap 00039791720154036113 SP Relator DESEMBARGADOR FEDERAL DAVID DANTAS Data de Julgamento 19/02/2018 OITAVA TURMA Data de Publicação e-DJF3 Judicial 1 DATA 05/03/2018 Portanto deve ser considerado o período na íntegra do serviço prestado sobre a exposição a ruídos conforme laudos que junta em anexo.

Da aceitabilidade de laudo de atividades similares

A ausência de laudo específico da atividade desenvolvida pelo segurado não pode impedir o acesso ao benefício podendo ser utilizado para este fim laudo de atividade semelhante conforme orienta o Superior Tribunal de Justiça PREVIDENCIÁRIO. ATIVIDADE ESPECIAL. CONFIGURAÇÃO. PERÍCIA INDIRETA EM EMPRESA SIMILAR. LOCAL DE TRABALHO ORIGINÁRIO INEXISTENTE. POSSIBILIDADE. 1. " Mostra-se legítima a produção de perícia indireta em empresa similar ante a impossibilidade de obter os dados necessários à comprovação de atividade especial visto que diante do caráter eminentemente social atribuído à Previdência onde sua finalidade primeira é amparar o segurado o trabalhador não pode sofrer prejuízos decorrentes da impossibilidade de produção no local de trabalho de prova mesmo que seja de perícia técnica " . REsp 1.397.415/RS Rel. Ministro Humberto Martins Segunda Turma DJe 20.11.2013 . 2. Agravo Regimental não provido. AgRg no REsp 1422399/RS Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN SEGUNDA TURMA julgado em 18/03/2014 DJe 27/03/2014 Este entendimento foi pacificado na jurisprudência PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL. PERÍCIA TÉCNICA INDIRETA. I - ... - O uso de EPI não descaracteriza a especialidade do labor nos termos da Súmula n.º 9 da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais. V - O encerramento das atividades das empresas e/ou dos setores em que o demandante exerceu suas funções nos referidos períodos não tem o condão de inviabilizar a realização da prova técnica pericial eis que nas hipóteses em que a parte autora não disponha de documentos aptos a comprovar sua sujeição contínua a condições insalubres e a única forma de aferir tal circunstância se resumir a elaboração de perícia indireta como no caso em apreço deverão ser admitidas as conclusões exaradas pelo perito judicial com base em vistoria técnica realizada em empresa paradigma isso com o intuito de não penalizar o segurado pela não observação de dever do empregador. VI - Laudo Pericial Técnico demostrando a exposição à agentes químicos e ao agente físico ruído acima dos limites de tolerância de acordo com a legislação à época vigente. VII - Exclusão de parte dos períodos reconhecidos como especiais em razão da falta de comprovação da atividade nocente. Laudo Pericial contempla apenas períodos posteriores a 28/04/1.995. VIII - Concessão da aposentadoria especial a partir da data da citação. IX - Apelação parcialmente provida. TRF-3 - Ap 00039791720154036113 SP Relator DESEMBARGADOR FEDERAL DAVID DANTAS Data de Julgamento 19/02/2018 OITAVA TURMA Data de Publicação e-DJF3 Judicial 1 DATA 05/03/2018 Portanto deve ser revista a decisão do INSS que deixou de considerar os laudos que comprovam a exposição idêntica àquela suportada pelo segurado equiparando-se.

Da aceitabilidade de laudos recentes

Não obstante o período para reconhecimento de atividade especial seja de a e o laudo que atesta a exposição a agentes nocivos do trabalhador seja de trata-se de laudo recente pela inviabilidade de obtenção de laudo da época. Sobre o tema a jurisprudência orienta que a caso o documento extemporâneo não obstante registre a alteração no ambiente de trabalho ou na organização da empresa ao longo do tempo fundamente objetivamente a exposição do segurado a agentes agressivos no período pretérito a autarquia previdenciária o aceite em igualdade de condições com os documentos contemporâneos e com os documentos enquadrados no art. 262 §§ 3º e 4º da Instrução Normativa n. 77/PRES/INSS de 21 de janeiro de 2015 e a requerimento dos interessados revise as decisões anteriormente proferidas de modo a cumprir o presente comando judicial b reformule os seus sistemas para que a comunicação enviada ao requerente noticie os tempos não considerados especiais esclarecendo os motivos de eventuais indeferimentos dessa contagem especial vedada a simples menção genérica ao não atingimento do tempo necessário à aposentadoria. Reconheço a aplicação da decisão em todo o território nacional consoante decidido pelo Superior Tribunal de Justiça " os efeitos e a eficácia da sentença não estão circunscritos a lindes geográficos mas aos limites objetivos e subjetivos do que foi decidido levando-se em conta para tanto sempre a extensão do dano e a qualidade dos interesses metaindividuais postos em juízo arts. 468 472 e 474 CPC e 93 e 103 CDC " REsp 1.243.887/PR Rel. Ministro Luis Felipe Salomão Corte Especial julgado sob a sistemática prevista no art. 543-C do CPC DJ 12/12/2011 . JFPE PROCESSO Nº 0802331-13.2016.4.05.8300 21ª VARA FEDERAL Ou seja tratando-se de orientação em âmbito nacional o INSS deveria atender a tal determinação para fins de aceitar o laudo extemporâneo uma vez que atesta claramente a exposição do segurado a agentes agressivos no período pretérito sem qualquer registro de alteração do ambiente de trabalho. A jurisprudência nesse sentido se mantém firme PROCESSO CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ADESIVO. REMESSA OFICIAL TIDA POR INTERPOSTA. APOSENTADORIA ESPECIAL. ATIVIDADE ESPECIAL. EXPOSIÇÃO A AGENTES NOCIVOS. AGENTES QUÍMICOS. HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS. COMPROVAÇÃO. LAUDO EXTEMPORÂNEO. IRRELEVÂNCIA. TERMO INICIAL. ... . III - No que tange à atividade especial a jurisprudência pacificou-se no sentido de que a legislação aplicável para sua caracterização é a vigente no período em que a atividade a ser avaliada foi efetivamente exercida. IV - ... . VI - Em que pese o laudo técnico das condições de ambiente de trabalho acostado aos autos ter sido expedido posteriormente à data do requerimento administrativo tal situação não fere o direito da parte autora de receber as parcelas vencidas desde o requerimento administrativo primeira oportunidade em que o Instituto tomou ciência da pretensão do segurado eis que já incorporado ao seu patrimônio jurídico devendo prevalecer a regra especial prevista no art. 49 b c/c art. 54 da Lei 8.213/91. ... VII - O fato de o laudo pericial judicial ter sido elaborado posteriormente à prestação do serviço não afasta a validade de suas conclusões vez que tal requisito não está previsto em lei e além disso a evolução tecnológica propicia condições ambientais menos agressivas à saúde do obreiro do que aquelas vivenciadas à época da execução dos serviços. VIII - A correção monetária e os juros de mora deverão ser calculados de acordo com a lei de regência observando-se as teses firmadas pelo E.STF no julgamento do RE 870.947 realizado em 20.09.2017. ... TRF-3 - Ap 00411658520174039999 SP Relator JUÍZA CONVOCADA SYLVIA DE CASTRO Data de Julgamento 13/03/2018 DÉCIMA TURMA Data de Publicação e-DJF3 Judicial 1 DATA 21/03/2018 Em não aceitando deveria de forma motivada fundamentar os motivos de sua recusa o que não houve no presente caso. Da exigência de laudo técnico somente a partir da edição do DEC.2.172/97. Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça a exigência de comprovação de efetiva exposição aos agentes nocivos estabelecida no § 4º do art. 57 e §§ 1º e 2º do artigo 58 da Lei nº. 8.213/91 este na redação da Lei nº. 9.732/98 só pode ser aplicada ao tempo de serviço prestado após sua vigência e não retroativamente. Se a legislação anterior não estabelecia os meios de prova às condições de exposição a agentes nocivos não pode ser aplicada a situações pretéritas especialmente por exigir condições superiores à concessão de um direito. Portanto devem ser aceitas as provas da exposição do Autor a agentes nocivos ao período anterior à edição do Decreto 2.172/97. Do enquadramento de categoria como prova suficiente para o reconhecimento da atividade especial Até até 28 de abril de 1995 véspera da publicação da Lei nº 9.032 de 28 de abril de 1995 bastava ao segurado para o reconhecimento da atividade especial comprovar seu enquadramento em uma das categorias profissionais ou o exercício de uma das atividades relacionadas nos anexos dos Decretos 53.831/64 e 83.080/79 não havendo qualquer necessidade de fazer prova efetiva das condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Assim considerando a documentação que junta em anexo o Autor era enquadrado como sendo suficiente para o reconhecimento da atividade especial de a .

Do direito à aposentadoria especial pelo contribuinte individual

O Autor conforme narrado exerceu por anos a atividade de período que deve ser considerado para o cômputo da aposentadoria especial pois exercido em ambiente nocivo à integridade física do trabalhador. O Decreto 3.048/99 dispõe em seu Art. 64 que " a aposentadoria especial uma vez cumprida a carência exigida será devida ao segurado empregado trabalhador avulso e contribuinte individual este somente quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção que tenha trabalhado durante quinze vinte ou vinte e cinco anos conforme o caso sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física." Ocorre que ao condicionar o contribuinte individual ao vínculo de uma cooperativa a lei contraria a intenção constitucional de proteção ao trabalhador tratando-se de norma INCONSTITUCIONAL. Nesse sentido a jurisprudência é pacífica ao admitir o reconhecimento do tempo especial e o direito à aposentadoria para o contribuinte individual mesmo quando não vinculado a cooperativa PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ... APOSENTADORIA ESPECIAL. AGENTES NOCIVOS. COMPROVAÇÃO. MECÂNICO. CONTRIBUINTE INDIVIDUAL . RECONHECIMENTO DA ESPECIALIDADE. CONSECTÁRIOS LEGAIS. LEI 11.960/09. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA DO BENEFÍCIO. 1. ... 4. A atividade especial exercida pelo contribuinte individual admite reconhecimento em que pese a omissão dessa categoria do rol de segurados contribuintes para o custeio da aposentadoria especial e desde que comprovado o efetivo exercício de atividades nocivas nos termos da legislação. 5. A limitação do art. 64 do Decreto nº 3.048/1999 excede sua finalidade regulamentar considerando que o art. 57 da Lei nº 8.213/1991 não faz qualquer distinção entre os segurados beneficiados. 6. Diferentemente de quando presente a figura do empregador ao qual compete a entrega substituição treinamento e fiscalização do uso do EPI o contribuinte individual é o responsável pela higidez das próprias condições de trabalho inclusive no que se refere ao correto uso de EPIs. 7. Inexistindo EPI efetivamente eficaz para neutralizar os efeitos dos hidrocarbonetos que podem entrar em contato com a pele provocando prejuízos à saúde do trabalhador a falta de uso do EPI pelo contribuinte individual não tem o condão de afastar a especialidade do período. 8. ... Determinada a imediata implementação do benefício valendo-se da tutela específica da obrigação de fazer prevista no artigo 461 do CPC/1973 bem como nos artigos 497 536 e parágrafos e 537 do CPC/2015 independentemente de requerimento expresso por parte do segurado ou beneficiário. TRF4 5018133-48.2013.4.04.7001 TURMA REGIONAL SUPLEMENTAR DO PR Relator FERNANDO QUADROS DA SILVA juntado aos autos em 28/03/2018 Nesse sentido a Súmula nº 62 da TNU - Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais publicada em 03/07/2012 ou seja posterior à redação do Decreto 3.048 previu “ O segurado contribuinte individual pode obter reconhecimento da atividade especial para fins previdenciários desde que consiga comprovar exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física” . Portanto demonstrada a exposição a agentes nocivos mediante a apresentação de apresentado o PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário deve ser implementada imediatamente a aposentadoria especial ao Autor. Provas necessárias para a comprovação do tempo de contribuição - Microfichas de recolhimentos constantes no banco de dados do INSS - Guias de recolhimento modalidade GR GR1 e GR2 - Carnês de contribuição - Guia de recolhimento de contribuinte individual GRCI - Guia de recolhimento da Previdência Social GRPS-3 - Guia da Previdência Social GPS - Prestador de serviço a partir de abril de 2003 comprovantes de retirada de pró-labore que demonstrem a remuneração decorrente do seu trabalho nas situações de empresário comprovante de pagamento do serviço prestado onde conste a identificação completa da empresa inclusive com o número do CNPJ/CEI o valor da remuneração paga o desconto da contribuição efetuado e o número de inscrição do segurado no RGPS declaração de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF relativa ao ano-base objeto da comprovação que possa formar convicção das remunerações auferidas ou declaração fornecida pela empresa devidamente assinada e identificada por seu responsável onde conste a identificação completa da mesma inclusive com o número do CNPJ/CEI o valor da remuneração paga o desconto da contribuição efetuado e o número de inscrição do segurado no RGPS

DO BENEFÍCIO AO DEFICIENTE - LC 142/13

Cuida-se de segurado que se enquadra nas regras específicas para a concessão da aposentadoria ao portador de deficiência previstas na Lei Complementar 142/13. A Lei Complementar  142 /13 é fruto do regramento excepcional contido no artigo 201 § 1º da Constituição Federal referente à adoção de critérios diferenciados para a concessão de benefícios à portadores de deficiência. Nesse sentido o art. 3º da LC 142/13 dispõe
" Art. 3º - É assegurada a concessão de aposentadoria pelo RGPS ao segurado com deficiência observadas as seguintes condições
I - Aos 25 vinte e cinco anos de tempo de contribuição se homem e 20 vinte anos se mulher no caso de segurado com deficiência grave
II - Aos 29 vinte e nove anos de tempo de contribuição se homem e 24 vinte e quatro anos se mulher no caso de segurado com deficiência moderada
III- Aos 33 trinta e três anos de tempo de contribuição se homem e 28 vinte e oito anos se mulher no caso de segurado com deficiência leve
IV - aos 60 sessenta anos de idade se homem e 55 cinquenta e cinco anos de idade se mulher independentemente do grau de deficiência desde que cumprido tempo mínimo de contribuição de 15 quinze anos e comprovada a existência de deficiência durante igual período.
O Autor é portador de      com        anos de idade e conta com    anos de tempo de serviço mas teve seu benefício negado indevidamente sob o argumento de que      . De acordo com o artigo 2º da Lei Complementar considera-se pessoa com deficiência “aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física mental intelectual ou sensorial os quais em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais  pessoas”. Ou seja diferentemente do que foi concluído a deficiência do Autor se enquadra perfeitamente no conceito de deficiência. A Lei Complementar dispõe ainda em seu art. 4° que a avaliação da deficiência será médica e funcional a qual é regulamentada pela Portaria Interministerial SDH/MPS/MF/MOG/AGU nº 001/14 que adota a Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde - CIF da Organização Mundial de Saúde em conjunto com o instrumento de avaliação denominado Índice de Funcionalidade Brasileiro aplicado para fins de Aposentadoria - IF-Bra prevendo como critério para a classificação do grau da deficiência a seguinte pontuação
" 4.e. Classificação da Deficiência em Grave Moderada e Leve Para a aferição dos graus de deficiência previstos pela Lei Complementar nº 142 de 08 de maio de 2.013 o critério é
Deficiência Grave  quando a pontuação for menor ou igual a 5.739. Deficiência Moderada  quando a pontuação total for maior ou igual a 5.740 e menor ou igual a 6.354. Deficiência Leve  quando a pontuação total for maior ou igual a 6.355 e menor ou igual a 7.584. Pontuação Insuficiente para Concessão do Benefício  quando a pontuação for maior ou igual a 7.585. Ocorre que o resultado do laudo médico pericial produzido pelo INSS não coaduna com a realidade do Autor pois        conforme se evidenciam nos laudos médicos que junta em anexo. O Estatuto da Pessoa com Deficiência tratou de prever os mecanismos de apuração do enquadramento como deficiente nos seguintes termos Art. 2 o   Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física mental intelectual ou sensorial o qual em interação com uma ou mais barreiras pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. § 1 o   A avaliação da deficiência quando necessária será biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará I - os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo II - os fatores socio ambientais psicológicos e pessoais III - a limitação no desempenho de atividades e IV - a restrição de participação. Mas no presente caso referidas avaliações não foram realizadas com base na lei uma vez que ignorou completamente os fatores socio ambientais limitações de desempenho e participação social levando à equivocada conclusão de normalidade do Autor.  Afinal a  deficiência gera      impossibilitando-o de desempenhar a maioria das tarefas cotidianas evidenciando a dramática desigualdade de desempenho com seus pares. Quebra da isonomia que justifica a condição especial de aposentadoria prevista pela LC. Cabe destacar que a incapacidade do Autor é comprovadamente anterior a 2013 devendo ser considerados os laudos médicos que junta em anexo devendo ser considerados para o cômputo do prazo mínimo de tempo de serviço conforme reafirma a jurisprudência PREVIDENCIÁRIO. DA APOSENTADORIA ESPECIAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. 1. A aposentadoria especial das pessoas com deficiência tem previsão constitucional no artigo 201 § 1º. Tal benefício foi objeto da Lei Complementar 142/2013 da Lei 13.146/2015 Estatuto da Pessoa com Deficiência - art. 41 bem assim do decreto 8.145/2013. 2. Nos termos do artigo 2º da LC 142/2013 " considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física mental intelectual ou sensorial os quais em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas" . ... . 4. Malgrado a legislação sobre essa aposentadoria especial só tenha surgido em 2013 a existência de deficiência em momento anterior autoriza a concessão do benefício especial desde que ela seja certificada pericialmente inclusive quanto ao seu grau e data provável do seu início. 5. É importante definir o grau da deficiência bem assim a sua evolução pois é a partir de tais aspectos que se poderá identificar o respectivo coeficiente de conversão desse trabalho especial. Nesse contexto avulta a importância da perícia - seja administrativa seja judicial - a qual deve avaliar o segurado e fixar a data provável do início da deficiência e o seu grau e identificar a ocorrência de variação no grau de deficiência e indicar os respectivos períodos em cada grau art. 70-D Decreto 8.145/2013 até porque o grau da deficiência pode se alterar ao longo do tempo podendo uma deficiência leve se tornar moderada ou mesmo grave. Os critérios definidores do grau de deficiência do segurado constam da Portaria Interministerial SDH/MPS/MF/MOG/AGU n. 01/2014 a qual de seu turno está ancorada no conceito de funcionalidade disposto na Classificação Internacional de Funcionalidades Incapacidade e Saúde - CIF da Organização Mundial de Saúde e mediante a aplicação do índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para Fins de Aposentadoria - IFBrA. 6. ... TRF-3 - Ap 00068365420144036183 SP Relator DESEMBARGADORA FEDERAL INÊS VIRGÍNIA Data de Julgamento 04/06/2018 SÉTIMA TURMA Data de Publicação e-DJF3 Judicial 1 DATA 13/06/2018 Dessa forma com vistas a confirmar as informações trazidas na presente ação e corroborada pelos laudos médicos que traz em anexo requer o provimento de nova prova pericial e ao final a procedência da demanda.

AUSÊNCIA DO RECOLHIMENTO PREVIDENCIÁRIO PELO EMPREGADOR

Argumento cabível quando o contribuinte dispõe de anotações na CTPS mas não consta registro do recolhimento previdenciário junto ao sistema CNIS - INSS. Não obstante a ausência de recolhimento das contribuições previdenciárias por parte do empregador insta consignar que as anotações na CTPS constituem prova suficiente do tempo de serviço. Afinal não pode recair sobre o Autor a responsabilidade pela falta de recolhimento do benefício por parte do empregador conforme Súmula 75 da Turma Nacional de Uniformização A Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS em relação à qual não se aponta defeito formal que lhe comprometa a fidedignidade goza de presunção relativa de veracidade formando prova suficiente de tempo de serviço para fins previdenciários ainda que a anotação de vínculo de emprego não conste no Cadastro Nacional de Informações Sociais CNIS . Trata-se de responsabilidade do empregador que não pode impedir o contribuinte de ter acesso ao benefício conforme precedentes sobre o tema INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. PREVIDENCIÁRIO. ... A. ANOTAÇÃO EM CTPS. PRESUNÇÃO RELATIVA DE VERACIDADE. VÍNCULOS NÃO REGISTRADOS NO CNIS. SÚMULA Nº 75 DA TNU. ... O requerente insurge-se quanto ao reconhecimento de vínculos empregatícios não registrados no sistema CNIS. A esse respeito conforme observado no acórdão combatido o entendimento uniformizado no âmbito desta TNU encontra-se expresso pela Súmula nº 75 nos termos da qual " a Carteira de Trabalho e Previdência Social CTPS em relação à qual não se aponta defeito formal que lhe comprometa a fidedignidade goza de presunção relativa de veracidade formando prova suficiente de tempo de serviço para fins previdenciários ainda que a anotação de vínculo de emprego não conste no Cadastro Nacional de Informações Sociais CNIS " . No caso em apreço a Turma Recursal de origem assim decidiu Não prospera a argumentação sustentada pelo INSS em seu recurso. Deveras ao compulsar os documentos juntados ao processo constato que a requerente cumpriu o período de carência necessária à concessão do benefício. Com efeito fazendo a soma do período laborado constante nos contratos de trabalho anotados no CNIS Declaração emitida pelo município de Mauriti e ainda o período constante na CTPS chega-se a um somatório superior a 174 cento e setenta e quatro contribuições na data do requerimento administrativo conforme planilha anexada à sentença. Por sua vez ressalte-se que embora todos os vínculos empregatícios da parte autora não constem no CNIS deve-se aferir que as anotações na sua CTPS gozam de presunção de legitimidade e a autarquia previdenciária só poderia refutá-las com provas de que as mesmas são falsas ou decorrentes de fraude o que não foi feito nos presentes autos. ... TNU - PEDILEF 05063719420144058102 Relator JUIZ FEDERAL FREDERICO AUGUSTO LEOPOLDINO KOEHLER Data de Julgamento 22/06/2017 Data de Publicação 03/10/2017 PREVIDENCIÁRIO. TEMPO DE SERVIÇO URBANO. RECONHECIMENTO. CTPS. PROVA CABAL. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. I- Tratando-se de comprovação de tempo de serviço é indispensável a existência de início razoável de prova material da atividade urbana contemporânea à época dos fatos corroborada por coerente e robusta prova testemunhal. II- Não obstante a Carteira de Trabalho e Previdência Social constitui prova plena do tempo de serviço referente aos vínculos empregatícios ali registrados porquanto gozam de presunção iuris tantum de veracidade elidida somente por suspeitas objetivas e fundadas acerca das anotações nela exaradas. III- O fato de o período não constar do Cadastro de Informações Sociais - CNIS não pode impedir o reconhecimento do trabalho prestado pelo segurado como tempo de serviço para fins previdenciários especialmente quando o lapso vem regularmente registrado em sua CTPS e o INSS não demonstrou que o registro se deu mediante fraude. IV- No que tange ao recolhimento de contribuições previdenciárias cumpre ressaltar que tal obrigação compete ao empregador sendo do Instituto o dever de fiscalização do exato cumprimento da norma. Essas omissões não podem ser alegadas em detrimento do trabalhador que não deve - posto tocar às raias do disparate - ser penalizado pela inércia alheia. V- Contando o demandante com 35 anos 3 meses e 26 dias de tempo de contribuição até a data do requerimento administrativo o mesmo faz jus à aposentadoria integral postulada em juízo. VII- Apelação improvida. Remessa oficial não conhecida. TRF-3 - APELREEX 00116012120084036105 SP Relator DESEMBARGADOR FEDERAL NEWTON DE LUCCA OITAVA TURMA Data de Publicação e-DJF3 Judicial 1 DATA 20/04/2017 Motivos pelos quais o período de anos constantes na carteira mesmo que sem o devido recolhimento devem ser considerados como tempo de serviço para fins de aposentadoria. DO PERÍODO DE SERVIÇO MILITAR Nos termos do Art. 55 inciso I da Lei 8.213/91 o tempo de serviço militar deve ser computado para efeito de tempo de contribuição in verbis Art. 55. O tempo de serviço será comprovado na forma estabelecida no Regulamento compreendendo além do correspondente às atividades de qualquer das categorias de segurados de que trata o art. 11 desta Lei mesmo que anterior à perda da qualidade de segurado I - o tempo de serviço militar inclusive o voluntário e o previsto no§ 1º do art. 143 da Constituição Federal ainda que anterior à filiação ao Regime Geral de Previdência Social desde que não tenha sido contado para inatividade remunerada nas Forças Armadas ou aposentadoria no serviço público Trata-se de entendimento pacificado pela jurisprudência sobre a matéria PREVIDENCIÁRIO. TEMPO DE SERVIÇO MILITAR. AVERBAÇÃO. TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL. AGENTES NOCIVOS RUÍDO E HIDROCARBONETOS. CONVERSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO COMUM EM ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. APOSENTADORIA ESPECIAL. REAFIRMAÇÃO DA DER. POSSIBILIDADE. EXIGÊNCIA DE AFASTAMENTO DA ATIVIDADE. ART. 57 § 8º DA LEI N. 8.213/91. INCONSTITUCIONALIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA. ADEQUAÇÃO. 1. O tempo de serviço militar desde que não utilizado para a obtenção de benefício de inatividade remunerada junto às Forças Armadas ou aposentadoria no serviço público deve ser averbado para fins de contagem de tempo de serviço no âmbito do RGPS. 2. O reconhecimento da especialidade e o enquadramento da atividade exercida sob condições nocivas são disciplinados pela lei em vigor à época em que efetivamente exercidos passando a integrar como direito adquirido o patrimônio jurídico do trabalhador. 3. ... . O Supremo Tribunal Federal reconheceu no RE 870.947 com repercussão geral a inconstitucionalidade do uso da TR determinando a adoção do IPCA-E para o cálculo da correção monetária nas dívidas não-tributárias da Fazenda Pública. TRF4 5011707-12.2012.4.04.7112 SEXTA TURMA Relatora TAÍS SCHILLING FERRAZ juntado aos autos em 13/12/2017 DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. TEMPO DE SERVIÇO MILITAR COMPROVADO. CONSECTÁRIOS. ADEQUAÇÃO DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. 1. Mediante início de prova material corroborada por prova testemunhal é de se reconhecer o labor no meio rural para fins previdenciários. 2. Uma vez juntado aos autos prova documental suficiente a demonstrar o tempo de serviço militar Certificado de Reservista de 1ªCategoria bem como a certidão de Tempo de Serviço Militar emitida pela 15ªCircunscrição de Serviço Militar-Exército B deve ser reconhecido o tempo requerido para fins de aposentadoria. 3. Os efeitos financeiros são devidos desde a data do requerimento administrativo ainda que somente em data posterior tenha sido completada a prova porquanto não se confunde o direito ao benefício com a prova desse direito. 4. ... . TRF4 APELREEX 5008061-10.2010.404.7000 Sexta Turma Relator Paulo Paim da Silva 02/05/2014 . PREVIDENCIÁRIO. REMESSA OFICIAL. AVERBAÇÃO DO TEMPO. SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO. POSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. 1. Cuida-se de remessa oficial cível em face de sentença proferida pela MM. Juíza Federal Substituta da 8ª Vara da Seção Judiciária do Ceará que julgou parcialmente procedente o pedido inicial “tão-somente para reconhecer o direito do Autor de averbar junto ao INSS o tempo de Serviço Militar obrigatório prestado totalizando 09 meses e 02 dias”. 2. O direito à averbação ao tempo de serviço militar decorre expressamente do art. 55 I da Lei nº 8.213/91. Entretanto cumpre ressaltar que o período a ser averbado é apenas o que resta demonstrado na certidão de fl. 24 qual seja 13.02.1965 a 15.11.1965 totalizando um período de nove meses e dois dias. REMESSA EX OFFICIO EM AÇÃO CÍVEL Nº 475959 CE 2007.81.00.015673-7 Ou seja trata-se de aplicação expressa da lei não havendo margens para interpretação distinta. Assim considerando que o Autor apresentou devidamente o certificado de reservista e certidão de tempo de serviço militar para comprovação do período de a não há razão para a manutenção da decisão do INSS.

DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA

O Autor pleiteia a concessão imediata da aposentadoria pois necessária para custear a própria vida tendo em vista que não reúne condições de patrocinar seu sustento. Neste tópico devem ser tratados pontualmente os requisitos das tutelas provisórias e de urgência previstas nos arts. 294 a 311 do CPC. Comprovar a ausência de qualquer outra fonte de renda e necessidades imediatas. DA PROBABILIDADE DO DIREITO Como ficou perfeitamente demonstrado o direto do Autor é caracterizada pela comprovação inequívoca do cumprimento aos requisitos legais à concessão da aposentadoria. DO PERIGO DA DEMORA Trata-se de benefício devido e única forma de garantir a subsistência do Autor especialmente por tratar-se de verba alimentar ou seja tal circunstância confere grave risco pela demora do processo. Os requisitos exigidos para a concessão da aposentadoria encontram-se perfeitamente demonstrados para o deferimento a medida antecipatória motivo pelo qual imperiosa a sua concessão conforme precedente jurisprudencial A GRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE HÍBRIDA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. REQUISITOS. É devida a aposentadoria por idade mediante conjugação de tempo rural e urbano durante o período aquisitivo do direito a teor do disposto na Lei nº 11.718 de 2008 que acrescentou o § 3º ao art. 48 da Lei nº 8.213 de 1991 desde que cumprido o requisito etário de 60 anos para mulher e de 65 anos para homem. Assim considerando que os requisitos para a concessão da aposentadoria por idade mista ou híbrida estão preenchidos resta demonstrada a verossimilhança das alegações. O fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação por sua vez está caracterizado na grande possibilidade de ser causado prejuízo à própria sobrevivência da autora que já conta com idade avançada e necessita do benefício para sua subsistência. Destaque-se que a mera possibilidade de irreversibilidade do provimento puramente econômica não é óbice à antecipação da tutela em matéria previdenciária ou assistencial sempre que a efetiva proteção dos direitos à vida à saúde à previdência ou à assistência social não puder ser realizada sem a providência antecipatória. TRF4 AG 5053992-40.2017.4.04.0000 TURMA REGIONAL SUPLEMENTAR DE SC Relator PAULO AFONSO BRUM VAZ juntado aos autos em 18/12/2017 Razões pelas quais requer a concessão imediata do benefício nos termos do Art. 300 do CPC/15.

DA ATUALIZAÇÃO DOS VALORES DEVIDOS

A atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública devem observar recente posicionamento do STF que entendeu pela inconstitucionalidade da aplicação do TR determinando a adoção do IPCA-E para o cálculo da correção monetária nas dívidas não-tributárias da Fazenda Pública. Entendimento assim ementado DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.960/09. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. ... 1. O princípio constitucional da isonomia CRFB art. 5º caput no seu núcleo essencial revela que o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 com a redação dada pela Lei nº 11.960/09 na parte em que disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da Fazenda Pública é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação jurídico-tributária os quais devem observar os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito nas hipóteses de relação jurídica diversa da tributária a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional permanecendo hígido nesta extensão o disposto legal supramencionado. 2. O direito fundamental de propriedade CRFB art. 5º XXII repugna o disposto no art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 com a redação dada pela Lei nº 11.960/09 porquanto a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia sendo inidônea a promover os fins a que se destina . 3. A correção monetária tem como escopo preservar o poder aquisitivo da moeda diante da sua desvalorização nominal provocada pela inflação. É que a moeda fiduciária enquanto instrumento de troca só tem valor na medida em que capaz de ser transformada em bens e serviços. A inflação por representar o aumento persistente e generalizado do nível de preços distorce no tempo a correspondência entre valores real e nominal cf. MANKIW N.G. Macroeconomia. Rio de Janeiro LTC 2010 p. 94 DORNBUSH R. FISCHER S. e STARTZ R. Macroeconomia. São Paulo McGraw-Hill do Brasil 2009 p. 10 BLANCHARD O. Macroeconomia. São Paulo Prentice Hall 2006 p. 29 . 4. A correção monetária e a inflação posto fenômenos econômicos conexos exigem por imperativo de adequação lógica que os instrumentos destinados a realizar a primeira sejam capazes de capturar a segunda razão pela qual os índices de correção monetária devem consubstanciar autênticos índices de preços. 5. Recurso extraordinário parcialmente provido. RE 870947 Relator a Min. LUIZ FUX Tribunal Pleno julgado em 20/09/2017 ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-262 DIVULG 17-11-2017 PUBLIC 20-11-2017 Em sua relatoria o Min. Luiz Fux no RE 870947 acima ementado elucida a matéria " Não vislumbro qualquer motivo para aplicar critérios distintos de correção monetária de precatórios e de condenações judiciais da Fazenda Pública. Eis as minhas razões. A finalidade básica da correção monetária é preservar o poder aquisitivo da moeda diante da sua desvalorização nominal provocada pela inflação. Enquanto instrumento de troca a moeda fiduciária que conhecemos hoje só tem valor na medida em que capaz de ser transformada em bens e serviços. Ocorre que a inflação por representar o aumento persistente e generalizado do nível de preços distorce no tempo a correspondência entre valores real e nominal ... . Esse estreito nexo entre correção monetária e inflação exige por imperativo de adequação lógica que os instrumentos destinados a realizar a primeira sejam capazes de capturar a segunda. Em outras palavras índices de correção monetária devem ser ao menos em tese aptos a refletir a variação de preços de caracteriza o fenômeno inflacionário o que somente será possível se consubstanciarem autênticos índices de preços." E conclui sobre os efeitos nefastos da manutenção " A diferença supera os 30% trinta por cento e revela os incentivos perversos gerados pelo art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 quanto mais tempo a Fazenda Pública postergar a quitação de seus débitos menor será em termos reais o valor da sua dívida corroída que estará pela inflação . Nesse contexto é nítido o estímulo ao uso especulativo do Poder Judiciário. ... Ora se o Estado não utiliza a caderneta de poupança como índice de correção quando tem o objetivo de passar credibilidade ao investidor ou de atrair contratantes é porque tem consciência de que o aludido índice não é adequado a medir a variação de preços na economia. Por isso beira a iniquidade permitir utilizá-lo quando em questão condenações judiciais." Nesse sentido a jurisprudência vem confirmando e adotando este posicionamento INCIDÊNCIA DO IPCA-E EM LUGAR DA TR - TESE JURÍDICA FIRMADA PELO STF EM REGIME DE REPERCUSSÃO GERAL RE Nº 870.947/SE - TEMA 810 . I - O Plenário do STF reconheceu a repercussão geral da matéria debatida nos autos do RE nº 870.947 e após conclusão do julgamento do feito firmou a seguinte tese " o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 com a redação dada pela Lei nº 11.960/09 na parte em que disciplina a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança revela-se inconstitucional ao impor restrição desproporcional ao direito de propriedade CRFB art. 5º XXII uma vez que não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia sendo inidônea a promover os fins a que se destina." II - A atualização monetária dos precatórios bem como das condenações judiciais impostas à Fazenda Pública há de ser realizada com base na variação do IPCA-E Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial índice considerado pelo STF como mais adequado para recompor a perda do poder de compra da moeda. III - Agravo de Instrumento não provido. IV - Agravo interno prejudicado. TRF-2 - AG 00018913420184020000 RJ 0001891-34.2018.4.02.0000 Relator SERGIO SCHWAITZER Data de Julgamento 11/05/2018 7ª TURMA ESPECIALIZADA " ... . O Supremo Tribunal Federal reconheceu no RE 870.947 com repercussão geral a inconstitucionalidade do uso da TR determinando a adoção do IPCA-E para o cálculo da correção monetária nas dívidas não-tributárias da Fazenda Pública . TRF4 5011707-12.2012.4.04.7112 SEXTA TURMA Relatora TAÍS SCHILLING FERRAZ juntado aos autos em 13/12/2017 Por tais razões que a procedência desta ação deve conduzir à condenação ao pagamento do benefício pleiteado desde a data do seu requerimento administrativo devidamente atualizado pelo IPCA-E cumulado com os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito tributário em respeito ao princípio constitucional da isonomia CRFB art. 5º caput . 

DA JUSTIÇA GRATUITA

O Autor não possui qualquer renda não dispondo de condições financeiras para arcar com as custas processuais sem prejuízo do seu sustento e de sua família conforme declaração de hipossuficiência cópia dos seus contracheques e certidão de nascimento dos filhos que junta em anexo. Para tal benefício o Requerente junta declaração de hipossuficiência e comprovante de renda os quais demonstram a inviabilidade de pagamento das custas judicias sem comprometer sua subsistência conforme clara redação do Código de Processo Civil de 2015 Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial na contestação na petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso. § 1 o Se superveniente à primeira manifestação da parte na instância o pedido poderá ser formulado por petição simples nos autos do próprio processo e não suspenderá seu curso. § 2o O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concessão de gratuidade devendo antes de indeferir o pedido determinar à parte a comprovação do preenchimento dos referidos pressupostos. § 3º Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural. Assim por simples petição sem outras provas exigíveis por lei faz jus o Requerente ao benefício da gratuidade de justiça AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUSTIÇA GRATUITA. INDEFERIMENTO DA GRATUIDADE PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE FUNDADAS RAZÕES PARA AFASTAR A BENESSE. CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. CABIMENTO. Presunção relativa que milita em prol da autora que alega pobreza. Benefício que não pode ser recusado de plano sem fundadas razões. Ausência de indícios ou provas de que pode a parte arcar com as custas e despesas sem prejuízo do próprio sustento e o de sua família. Recurso provido. TJ-SP 22234254820178260000 SP 2223425-48.2017.8.26.0000 Relator Gilberto Leme Data de Julgamento 17/01/2018 35ª Câmara de Direito Privado Data de Publicação 17/01/2018 AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATUIDADE DA JUSTIÇA. CONCESSÃO. Presunção de veracidade da alegação de insuficiência de recursos deduzida por pessoa natural ante a inexistência de elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concessão da gratuidade da justiça . Recurso provido. TJ-SP 22259076620178260000 SP 2225907-66.2017.8.26.0000 Relator Roberto Mac Cracken 22ª Câmara de Direito Privado Data de Publicação 07/12/2017 A assistência de advogado particular não pode ser parâmetro ao indeferimento do pedido AGRAVO DE INSTRUMENTO. PEDIDO DE GRATUIDADE DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. HIPOSSUFICIÊNCIA. COMPROVAÇÃO DA INCAPACIDADE FINANCEIRA. REQUISITOS PRESENTES. 1. Incumbe ao Magistrado aferir os elementos do caso concreto para conceder o benefício da gratuidade de justiça aos cidadãos que dele efetivamente necessitem para acessar o Poder Judiciário observada a presunção relativa da declaração de hipossuficiência. 2. Segundo o § 4º do art. 99 do CPC não há impedimento para a concessão do benefício de gratuidade de Justiça o fato de as partes estarem sob a assistência de advogado particular. 3. O pagamento inicial de valor relevante relativo ao contrato de compra e venda objeto da demanda não é por si só suficiente para comprovar que a parte possua remuneração elevada ou situação financeira abastada. 4. No caso dos autos extrai-se que há dados capazes de demonstrar que o Agravante não dispõe no momento de condições de arcar com as despesas do processo sem desfalcar a sua própria subsistência. 4. Recurso conhecido e provido. TJ-DF 07139888520178070000 DF 0713988-85.2017.8.07.0000 Relator GISLENE PINHEIRO 7ª Turma Cível Data de Publicação Publicado no DJE 29/01/2018 Assim considerando a demonstração inequívoca da necessidade do Requerente tem-se por comprovada sua miserabilidade fazendo jus ao benefício. Por tais razões com fulcro no artigo 5º LXXIV da Constituição Federal e pelo artigo 98 do CPC requer seja deferida a gratuidade de justiça ao requerente.

DOS PEDIDOS

Diante de todo o exposto REQUER a Vossa Excelência A concessão do benefício da assistência judiciária gratuita por ser o Autor pobre na acepção legal do termo Que seja deferido a prioridade na tramitação do processo uma vez que o autor é idoso nos termos do art. 71 da Lei 10.741/2003 Que seja deferida a antecipação dos efeitos da tutela para determinar a concessão imediata da aposentadoria A citação do Réu para querendo responder a presente ação Que seja ao final confirmada a antecipação dos efeitos da tutela e julgado procedente o pedido do autor para condenar a ré a proceder com a concessão do benefício previdenciário da aposentadoria e pague os retroativos devidos desde a data do requerimento administrativo devidamente atualizados pelo IPCA A produção de todos os meios de prova principalmente a pericial A condenação do réu ao pagamento de honorários advocatícios nos parâmetros previstos no art. 85 §2º do CPC. Por fim manifesta o interesse na audiência conciliatória nos termos do Art. 319 inc. VII do CPC. Dá-se à causa o valor R$ . Nestes termos pede e aguarda deferimento Assinatura OAB/ ANEXOS e Ao chegar ao final da inicial revise uma duas vezes a peça. De preferência passe para um colega revisar evitando a leitura " viciada" daquele que elabora a ação. Seja objetivo e destaque os elementos necessariamente relevantes de forma que direcione o julgador aos fatos que influenciem de fato à conclusão do direito. Se houver alguma nova dica nos envie!! Colabore com a continuidade desta plataforma.
ATENÇÃO: Certifique-se sempre da vigência dos artigos legais referidos - a alteração de um dispositivo legal pode alterar embasamentos, suportes fáticos e prazos, podendo comprometer sua atuação.

Comentários

Boa tarde a aposentadoria de Garçon foi aprovada como Especial uso a mesma petiçao de especial porque nao estou achando a lei?
Responder
Parabéns à equipe por elaborar e nos postar essas excelentes observações! Vejo que a análise foi criteriosa, coisa de advogados experientes. 
Responder
Gostei muito da proposta colaborativa desse portal. Espero que tenhamos todos o mesmo talento do Dr. ao colocar peças como esta! Parabéns!!
Responder
Muito obrigada meus caros colegas. Acredito que com o compartilhamento de conhcimento podemos contribuir muito para o sucesso de todos.
Responder
Excelente!! A peça ficou muito boa!! Parabéns!!👏 
Responder
A peça ficou ótima! Um perfeito esboço inicial. Agreguei pequenos detalhes sobre os períodos das exigências de cada tipo de laudo, mas as alterações legais ao longo do tempo ainda confundem. Vamos melhorando sempre!! Abs!
Responder